sexta-feira, 17 de outubro de 2008

10 Passos para tentar dar comida


Algumas atitudes que a podem ajudar a si e ao seu filho na hora da refeição:

1. O lugar das refeições é na cozinha ou na sala de jantar;

2. Rigidez também com o horário. Não comeu à hora certa, terá que esperar pela próxima refeição. Uma sugestão é servir às 7 horas o pequeno-almoço, às 10 o lanche matinal, às 12h30 o almoço, às 16 horas o lanche e às 19 o jantar. Não deixe intervalos longos entre as refeições para que ele não ataque nos doces;

3. Organize um cardápio variado, as crianças detestam a monotonia do arroz, feijão, bife e batatas todos os dias;

4. Siga a quantidade certa para a idade do seu filho. Não adianta fazer um prato enorme quando ele só consegue comer metade;

5. Jamais insista para que ele coma só mais uma colherada. É bom que ele aprenda a parar quando estiver saciado. Quem ingere mais do que necessita desenvolve tendência à obesidade;

6. Sem aviãozinho, livrinhos, TV ou brincadeiras na hora da refeição. O seu filho precisa prestar atenção ao que está a ingerir para que o acto não se torne mecânico;

7. Em hipótese alguma substitua parte da refeição ou toda ela simplesmente porque o seu filho não quer um determinado alimento. Assim como os adultos, os pequenos também têm preferências. O mais importante é manter uma dieta equilibrada na média;

8. Chantagem não vale. Nunca diga: "Se comeres brócolos, a mãe dá sobremesa". Além de oferecer munição para ser manipulada, está a reforçar a ideia de que brócolos é horrível e só vale a pena comer se houver uma boa recompensa;

9. Não esconda a verdura debaixo do arroz com feijão. Uma relação verdadeira constrói-se também na hora da refeição;Se o seu pequeno se magoou, não lhe dê comida como forma de compensação. É meio caminho andado para gerar adultos com problemas com a balança, porque aprenderam a afogar as mágoas no alimento;

10. Se o seu pequeno se magoou, não lhe dê comida como forma de compensação. É meio caminho andado para gerar adultos com problemas com a balança, porque aprenderam a afogar as mágoas no alimento.

Educadora Xana

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Livros infantis

Na escola decidimos, de vez em quando, aconselhar bons livros aos pais e às crianças. Começamos então por aconselhar um livro para miúdos e graúdos.



"N
ão vi velha, nem velhinha
Não vi velha, nem velhão
Corre corre cabacinha
Corre corre Cabação!!!"


segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Crianças e alergias

Na Europa, as doenças alérgicas são a doença crónica mais frequente nas crianças e a sua prevalência continua a aumentar.

1 - O que é a alergia?
A alergia é uma resposta inadequada e exagerada do mecanismo de defesa do nosso organismo, o sistema imunológico, a substâncias que normalmente são inofensivas. Estas substâncias, que normalmente não provocam qualquer reacção mas que podem desencadear respostas alérgicas em pessoas mais susceptíveis, são chamadas alergénios.

2 - O que é que acontece no nosso corpo quando ocorre uma reacção alérgica?
Quando um alergénio entra em contacto com o organismo de uma pessoa predisposta a alergias, ocorre uma série de reacções que levam à produção de anticorpos específicos para esse alergénio - as imunoglobulinas E (IgE). Estes anticorpos 'colam-se' a células chamadas mastócitos, que se encontram em maior quantidade no nariz, olhos, pele, pulmões e intestino. Da próxima vez que a pessoa entrar em contacto com essa substância, o alergénio é reconhecido e 'capturado' pela IgE, o que leva à libertação súbita de mediadores, como a histamina, a partir dos mastócitos. São estes mediadores os responsáveis pelos sintomas da reacção alérgica.

3 - Quais são os alergénios mais frequentes?
Os alergénios mais frequentes são os que existem no ar e que podem ser inalados (pólen das árvores ou gramíneas, ácaros do pó, pêlo e dejectos dos animais domésticos, esporos de bolores) ou os que podem ser ingeridos nos alimentos (leite de vaca, ovo, peixe, marisco, amendoim) ou em certos medicamentos (antibióticos). O veneno da picada de insectos (abelha, vespa e mosquito) também pode provocar reacções alérgicas.

4 - Quais são as doenças alérgicas mais frequentes e os seus sintomas?

Nas crianças as principais doenças alérgicas são a dermatite/eczema atópico (pele muito seca, vermelha e a descamar, comichão, pequenas borbulhas em certas regiões), a alergia alimentar (vómitos, diarreia, inchaço da língua, lábios e olhos, manchas na pele, falta de ar, chiadeira), a asma (tosse, falta de ar, chiadeira) e a rinite e conjuntivite alérgicas (obstrução nasal com corrimento, comichão nasal, espirros, olhos vermelhos, inchados e com lágrimas, comichão ocular). No primeiro ano de vida predominam a dermatite/eczema atópico e a alergia alimentar. A asma e a rinite/conjuntivite surgem mais tarde.

5 - As alergias estão a aumentar?

Na Europa as doenças alérgicas são a doença crónica mais frequente nas crianças e a sua prevalência continua a aumentar. Em certos países uma em cada quatro crianças sofre de alergias. Estima-se que cerca de 5% a 20% da população, com maior percentagem nas crianças e adolescentes, tenham asma. A dermatite atópica afecta 10%-20% das pessoas durante a infância.

6 - Porque é que apenas algumas pessoas se tornam alérgicas?


Ainda não se tem a certeza. O maior factor de risco para o desenvolvimento de alergias é a história familiar de doenças alérgicas. Quando uma criança tem um dos pais com alergias tem um risco de 20% a -40% de vir a ter alguma doença alérgica, se os dois pais forem alérgicos o risco de ser afectada sobe para 40% a 60%. No entanto, o contacto precoce com os alergénios e certos factores ambientais como a exposição ao fumo do tabaco e a poluição atmosférica parecem desempenhar um papel importante.

7 - Como posso saber se o meu filho é alérgico?

O diagnóstico das doenças alérgicas começa pela recolha cuidadosa da história com a descrição dos sintomas e tentativa de estabelecer uma relação entre a exposição a determinadas substâncias e o aparecimento desses sintomas. É também necessário a observação da parte do corpo à qual se referem as queixas.

Depois podem ser realizados testes para as alergias. Existem essencialmente dois tipos de teste, o PRICK teste e o RAST. No primeiro uma gota de solução contendo cada alergénio é colocada na pele, depois pica-se a pele com uma pequena agulha e marca-se a posição de cada alergénio com uma caneta. Se houver reacção forma-se uma pápula que é medida para comparar com o controlo. O RAST consiste na medição no sangue da IgE específica para determinados alergénios.

No caso de alergia alimentar é necessário realizar testes de provocação especiais com o alimento suspeito de provocar a reacção alérgica. Este teste só deve ser feito com vigilância médica.

8 - Todas as crianças com sintomas precisam de fazer testes para as alergias?
Não. Devem fazer testes para as alergias aquelas crianças com sintomas persistentes ou recorrentes que perturbem a sua vida diária, ou seja, que as incomodem no sono, na escola, e aquelas que necessitem de tratamento.

9 - O que posso fazer para controlar a doença?

O primeiro passo é a evicção dos alergénios, ou seja, evitar a exposição aos alergénios que foram identificados nos testes. Por vezes isso é impossível, como evitar por completo o pólen das árvores ou ácaros do pó, no entanto, devem ser tomadas medidas para reduzir ao máximo o contacto com esses alergénios.

Se necessário, devem ser utilizados medicamentos que controlam os sintomas, embora não curem a doença. Os anti-histamínicos bloqueiam a acção da histamina, um dos principais mediadores libertado durante a reacção alérgica e assim diminuem os sintomas. Os corticosteróides são usados para tratar a inflamação em situações crónicas. Outros medicamentos são receitados dependendo da doença alérgica em causa, emolientes para a dermatite/eczema atópico, descongestionantes nasais para a rinite alérgica e broncodilatadores para a asma. O tratamento das doenças alérgicas deve ser individualizado para cada doente e orientado por um médico experiente.

10 - O que são as vacinas para a alergia?
A imunoterapia alérgica é uma forma de tratamento que tem como objectivo diminuir a sensibilidade aos alergénios alterando a resposta imunológica do organismo. Consiste na injecção subcutanêa de quantidades crescentes de alergénios de modo a criar tolerância. O tratamento tem uma longa duração, geralmente 3 a 5 anos. Devido ao risco de reacções adversas deve ser efectuado sob vigilância médica. A imunoterapia é eficaz na asma, rinite e conjuntivite alérgicas e na alergia à picada de insectos. Não é útil no tratamento da dermatite/eczema atópico ou alergias alimentares. Só é recomendada para crianças a partir dos 5 anos de idade.

Teresa Pontes in www.educare.pt

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Tapada de Mafra

Inauguramos mais uma rubrica neste blogue intitulada "Passeios em Família":


Aproveite o fim-de-semana e visite a Tapada na companhia da família e amigos…

Um bom lugar para respirar, descansar e passear.

Nos fins-de-semana e feriados nacionais, a Tapada Nacional de Mafra abre as portas ao público. Poderá fazer inúmeras actividades das quais recomendamos:

Visitas de Comboio

Visite a Tapada de uma forma divertida e com paragens em lugares onde se poderá surpreender.




Percursos Pedestres

Para quem não tem receio de andar a pé.

E gosta de apreciar uma bela paisagem durante uma caminhada...



Falcoaria

Visita à falcoaria e demonstração de voo.

Aprecie uma espécie em vias de extinção e protegida pela Tapada.



Pic-nic

Aproveite para almoçar ou lanchar desfrutando da Natureza.



Poderá ainda fazer a Festa de Aniversário do seu filho na Tapada!!!



Descubra a Tapada…


quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Se uma criança

Hoje recebi este poema de uma mãe e não resisti a colocá-lo no nosso blog! Apesar de não ser recente acho que está bem actual. Espero que gostem...

"Se uma criança vive na critica aprende a condenar;
Se uma criança vive na hostilidade aprende a guerrear;
Se uma criança vive no ridículo aprende a ser tímida;
Se uma criança vive na vergonha aprende a sentir-se culpada;
Se uma criança vive na tolerância aprende a ser paciente;
Se uma criança vive com encorajamento aprende a ser confiante;
Se uma criança vive com aplauso aprende a valorizar;
Se uma criança vive na equidade aprende a ser justa;
Se uma criança vive na segurança aprende a ter fé;
Se uma criança vive na aprovação aprende a apreciar-se;
Se uma criança vive na honestidade aprende a verdade;
Se uma criança vive na aceitação e na amizade aprende a encontrar Amor no mundo."

1982; Dorothy Law Nolte

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Ainda o Optimismo

Falando de Optimismo não podíamos deixar de recomendar um livro maravilhoso sobre esta forma de estar na vida. Aconselhamos a todos a leitura do livro "Educar para o Optimismo" da Helena Marujo, Fátima Perloiro e Luís Neto. Temos certeza que vão gostar!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Educar para o Optimismo

Como todos sabem o nosso lema de escola é Educar para o Optimismo. E por isso hoje resolvi deixar aqui algumas palavras (encontradas no nosso site) sobre o Optimismo:

“… o optimismo é uma doce e entusiasmada forma de viagem. Pelo optimismo podemos chegar a uma maior vontade de viver, a uma melhor saúde e a uma maior estabilidade… in Educar para o Optimismo.

Num mundo que surge aos nossos olhos cheio de dificuldades e incertezas é importante que o educador faça com que as suas crianças “vivam” de pequenos sucessos e conquistas para que possam ser felizes, descontraídas, entusiasmadas, bem dispostas, alegres, apreciadoras das coisas boas que lhes acontecem e, ao mesmo tempo, apreciadoras de si próprias ao se sentirem confiantes e capazes.

“Não canto porque estou feliz. Estou feliz porque canto” (William James)

É assim que queremos que as nossas crianças cresçam… felizes e optimistas!


E aí em casa? Também se trabalha para o Optimismo? Aqui fica uma sugestão de um jogo que encontrei numa revista de educação e é por acaso um jogo que faço em família. Espero que gostem, eu gosto muito!!!



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