sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Fotografias de Natal



Segunda-feira, dia 09 de Novembro de 2009 vamos ser fotografados... para as tão famosas e apetecidas fotografias de Natal!!!

Pedimos que entrem nas salas até às 9h30... Sejam pontuais!

E não se esqueçam... tragam o vosso melhor sorriso...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O Halloween

Na nossa Escola o Halloween foi comemorado nas aulas de Inglês com a professora Carla.
Esta data foi comemorada de diferentes formas...

Através de um poema:
Jack-o´-Lantern
I am a pumpkin, big and round.
Once upon a time,I grew on the ground.
Now I have a mouth, two eyes, and a nose.
What are they for, do you suppose?
With a candle inside, shining bright,
I´ll be a jack-o´-lantern on Halloween night.

De uma canção:
Ghosts and goblins,
Ghosts and goblins,
Witches, too
Witches, too
Halloween is coming
Halloween is coming
Boo to you!
Boo to you!

E também numa actividade de pintura e ilustração de expressões faciais nas famosas abóboras de Halloween.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Quem escreve um conto, acrescenta ...

Vamos apanhar a boleia do entusiasmo e da inspiração e mostrem-nos os vossos dotes mais requintados de escritores partindo das seguintes dicas:

- Num futuro não muito distante...
- Bacalhau com Grão

- um Gigante muito tímido
- Galochas prateadas

- Um tractor

Ponham mãos à obra e surpreendam-nos com o melhor da vossa imaginação e criatividade.

Boa Sorte!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Quem escreve um conto, acrescenta ...

Pedimos desde já desculpa pelo atraso desta publicação, mas quisemos dar oportunidade a mais participantes ao longo do fim-de-semana. Esta ronda já valeu a pena e deu origem a muitos risos. Os participantes empenharam-se e mostraram a "criança" que ainda existe em cada um.

Adorámos todas as histórias e a eleição da vencedora da semana foi uma difícil tarefa, mas tendo em conta os critérios a equipa deliberou e ...

Todos os anos era a mesma coisa.
No dia 31 de Outubro, a mãe acordava-a cedo para se prepararem para a exposição na mercearia da Ti’Emília. Sempre vaidosa, nestes dias, a mãe era ainda mais atenta aos pormenores, e depois da banhoca, pegava numa toalha especial e esfregava-a, esfregava-a, esfregava-a tanto que quando acabava, a aboborinha parecia mais uma estrela cintilante do que uma abóbora -menina .
Todos os anos era a mesma coisa.
Tanto trabalho, para depois as crianças entrarem na mercearia da Ti’Emilia e, ofuscadas pela luz laranja das outras abóboras, nem sequer olharem para o seu belo verde e forma esguia.
Todos os anos era a mesma coisa. Todos, mas não neste.
Farta de se sentir diferente, a Abóbora-Menina, decidiu que chegara à altura de fazer uma visita à Bruxa Luxa para lhe pedir ajudar.
- A Bruxa Luxa sabe tantos que de certeza que ela me vai conseguir ajudar a ficar assim mais bonita, redonda e laranja.
Como a bruxa vivia um bocadinho longe, num castelo feito de gomas e rebuçados, a Abóbora – Menina, preparou um belo lanche para o caminho, e escreveu um bilhete à mãe, para ela não se preocupar.
Depois de já estar andar há um bom bocado, começou a sentir fome. Por isso decidiu sentar-se à sombra duma grande árvore, mesmo ali à beirinha do caminho.
Quando estava a tirar o seu farnel, começou a ouvir, lá muito ao longe, um estranho som.
Assustada a abóbora-menina ficou de vigia. Quem seria? Alguma bruxa que vinha visitar a Bruxa Luxa?! Toda a gente sabia que a Bruxa Luxa, não era como as outras Bruxas. Era mais simpática e sem verrugas. Mas a Abóbora-menina sabia bem que as outras bruxas não eram assim. Algumas eram mesmo muito más.
Enquanto se ia arrepiando a pensar nas maldades que as bruxas faziam às abóboras, especialmente nesta altura do ano, o estranho som ia-se aproximando mais e mais do sítio onde se encontrava. Quando de repente, sem que ela me apercebesse, saiu detrás do estranho arco musical, um anão.
- Olá! – Disse bem-disposto o anão – Então, estás perdida? És muito pequena para andar por aí sozinha.
- EU NÃO SOU PEQUENA! – Respondeu amuada a abóbora-menina – Eu já tenho 5 anos.
- Pronto, pronto, não fiques zangada. – Respondeu de imediato o anão. - Não te queria ofender. Pensei que podias precisar de ajuda.
- E tu quem és? – Perguntou a abóbora–menina, aborrecida com a estranha visita.
- Desculpa. Nem me apresentei, eu sou o Anão Sabichão. E este é o meu berimbau.
- Berimbau?! – Repetiu confusa a abóbora-menina.
- É um instrumento musical – explicou a rir o Anão Sabichão. E então o que te traz por estas paragens? – Tornou a perguntar o Anão, que para além de Sabichão também era muito curioso.
- Vou visitar a Bruxa Luxa.
- Ai sim?! Então porquê? Tens algum problema?
A abóbora –menina não gostava muito de contar as suas coisas, muito menos a estranhos. Mas o anão parecia boa gente, sempre a sorrir e a tocar, e a verdade é que lhe apetecia companhia. Assim, meio a custo, lá explicou ao Anão Sabichão as razões da sua tristeza.
- Por isso decidi vir visitar a Bruxa Luxa, percebes?! A ver se ela me ajuda. – Concluiu a Abóbora-Menina.
-Hummm….- Ia dizendo o Anão Sabichão enquanto coçava a cabeça – Sabes, acho que é melhor contar-te uma história.
Atenta, porque adorava ouvir histórias, a Abóbora-menina ajeitou-se bem junto à árvore.
Há muito, muito tempo – começou ele – também quis mudar de aspecto. Queria ser grande como os meus amigos. Onde vivíamos só eu e os meus pais éramos anões. Os meus amigos diziam para eu não me ralar com isso, mas havia sempre miúdos com risinhos marotos que me faziam maldades e me punham a chorar. Assim um dia, acordei, e como tu, pus-me ao caminho do castelo da velha Bruxa Luxa. Quando lá cheguei e lhe expliquei a razão da minha tristeza, ela deu-me logo o feitiço. Bebi-o de imediato. Quando estava de regresso a casa, comecei a sentir os efeitos. Estava cada vez maior. Os sapatos arrebentaram, as calças ficaram mais curtas e a camisa… bem a camisa nem te digo, ficou num farrapo. Quando cheguei à aldeia, estava enorme e ansioso por ir contar a todos as novidades. Corri para casa, mas quando lá cheguei não podia entrar. Não cabia. Os meus pais assustados com o meu tamanho, correram a esconder-se. Os meus amigos, sem me reconhecerem, recusavam-se a ouvir-me. Fiquei totalmente sozinho. Queria tanto, mas tanto ser maior, que me esqueci que aqueles que me conheciam, gostavam de mim tal qual como eu era. Baixote e bem-disposto. No mesmo momento corri novamente para o Castelo da Bruxa Luxa e obriguei-a a dar-me novo feitiço. Mas agora para voltar a ser como era.
Quando acabou, a Abóbora-Menina olhava-o de olhos arregalados.
- Nunca tinha pensado nisso - disse ela algo preocupada.
- Sabes Abóbora-menina, disse-lhe o Anão. O importante não é sermos iguais aos outros. O importante é aprendermos a ser Felizes tal e qual como nós somos.
A Abóbora Menina, levantou-se dum salto, e disse:
- Sabes Anão, acho que realmente és muito Sabichão. Vou mas é voltar para casa e descansar porque amanhã, acrescentou com orgulho, tenho de ir mostrar a minha beleza verde lá na exposição da Ti’Emília.
Neste dia, a Abóbora – Menina aprendeu uma grande lição, mais importante do que a cor, altura ou forma, o que é preciso é termos orgulho em ser quem somos, mesmo que sejamos diferentes de todos os outros.

Margarida Santos

Parabéns à vencedora. Aos restantes participantes muito obrigada pela vossa participação e amanhã há já outra ronda para tentarem a vossa sorte. Não desistam!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Bruxas no Castelo?!

Hoje um menino da nossa escola deixou-nos uma proposta para um belo passeio em família no Castelo de S. Jorge, "A Bruxa Cati". Esta peça realizar-se-à nos dias 4,5 e 6 de Novembro às 15 horas e nos dias 7 e 8 de Novembro às 16 horas.


Para mais informações consultem o site da Companhia de Ópera do Castelo. Poderão aí encontrar outras propostas de espectáculos.

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http://www.operadocastelo.com/


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Quem escreve um conto, acrescenta ...

Para apelar de forma mais intensa ao dom criativo da escrita esta semana decidimos deixar-vos somente os elementos pertencentes à história. Esperamos assim motivar-vos e contar com mais participações. Vá lá soltem-se e deixei emergir o escritor que há em cada um de vós e mostrem-nos o que conseguem fazer com:
  • Uma abóbora
  • Um anão
  • Uma bruxa
  • Há muito, muito tempo...
  • Num Castelo
  • Um feitiço
  • Um berimbau
Deixem-se levar pelas inspirações e coloquem no papel uma história do além!

Boa Sorte

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Quem escreve um conto, acrescenta ...

Temos de confessar que esta primeira ronda nos deixou...surpreendidos e desmotivados, pois face a tantos pedidos e a tanto entusiasmo não conseguimos encontrar uma justificação para a falta de participantes neste nosso passatempo.

Afinal pais, tiveram medo? A inspiração não apareceu? A chuva tomou muito do vosso tempo? Ou afinal o passatempo apresentou-se mais difícil que o esperado e perderam o interesse?

Contudo houve dois participantes corajosos que arriscaram e nos revelaram a sua veia de escritores e nos deliciaram com duas histórias fantásticas. Por considerarmos que aqueles que arriscam e investem merecem sempre um reforço e valorização, esta semana ambas as histórias saem vencedoras e ganham mais espaço no ranking do passatempo.

Aqueles que pelas mais diversas razões não puderam participar contamos com as vossas palavras na próxima semana. Até lá deliciem-se...

Era uma vez uma menina que tinha uma imaginação muito, muito, mas mesmo muito grande. E sempre que imaginava uma coisa tudo em que pensava parecia ganhar vida. Ela via a mãe sempre vestida como um rainha, com cabelos dourados que chegavam ao chão e com a uma coroa que brilhava mais do que o Sol. O pai parecia um valente cavaleiro que usava uma armadura de prata toda fechada e que fazia muito barulho quando andava.

Isto era um problema muito grave para a menina, que todos os dias tropeçava nos cabelos da mãe e que tinha muitas saudades dos beijos do pai e da comichão que o bigode dele lhe fazia na cara. Mas o pior eram os monstros que a seguiam no caminho para a escola. Em vez dos colegas a correr de mochila às costas, a menina só via os monstros com que sonhava à noite.

Então um certo dia a menina decidiu ir ao médico para ver se ele a conseguia ajudar. Quando entrou viu um lobo muito velhinho que usava uma bata branca e tinha uns óculos sobre o nariz. O lobo disse para ela não se assustar e explicou-lhe que era um lobo médico e que ajudava as crianças. A menina explicou-lhe o seu problema e o lobo ficou uns minutos a pensar, enquanto coçava a cabeça cheia de pêlos brancos com uma das patas. Depois sorriu e disse que havia uma maneira muito fácil de resolver o problema, bastava que ela só imaginasse coisas boas.

Nessa noite a menina fez o que o lobo lhe ensinou e imaginou que o tecto do quarto estava cheio de estrelas. Quando adormeceu sonhou que conseguia voar entre as estrelas e que se conseguia sentar na Lua.

No dia seguinte desceu as escadas a correr e quando entrou na cozinha encontrou o pai e a mãe de mão dada. A mãe tinha o cabelo muito comprido mas já não tocava no chão e ela ajudou-a a fazer torradas com doce. O pai vestia uma camisola de lã muito quentinha e ela aconchegou-se no seu colo enquanto comia. No caminho para a escola encontrou os amigos que a chamaram a sorrir e fizeram uma corrida para ver quem chegava primeiro.

O tempo passou e a menina cresceu até ser uma mulher e começou a imaginar menos coisas, porque todos sabem que os crescidos não conseguem imaginar tantas coisas como as crianças. Mas ela nunca se esqueceu do velho lobo e ainda hoje, quando vai deitar os filhos, abraça-os com carinho e contam juntos as estrelas no tecto do quarto.


Rui Bernardo


Era uma vez uma gotinha de água que tinha uma preocupação muito, muito, mas mesmo muito grande.

Esta gotinha vivia numa nuvem bem lá no céu alto. A gotinha gostava muito de lá viver. O ar era muito puro, estava muito perto do Sol quentinho e na nuvem viviam muitas gotinhas amigas. A ideia de sair da nuvem para vir até à terra era uma ideia que não agradava nada à nossa gotinha.

E sempre que o tempo ficava um pouco mais escuro a nuvem onde a nossa gotinha vivia parecia ganhar vida, ficava muito agitada e quase todas as gotinhas de água que lá viviam caiam em direcção à terra.

Isto era um problema muito grave para a gotinha de água. Que se segurava sempre muito bem para não cair. Então certo dia ela foi ao centro da nuvem falar com a mais velha de todas as gotinhas que teve a ideia de dizer à nossa gotinha que tentasse deixar-se cair com as outras gotas. Explicou-lhe que não deveria ter medo de experimentar cair do céu. Contou-lhe que cair do céu podia ser uma aventura fantástica. Podia conhecer o oceano de perto, podia tocar na água de um rio, ou podia sentir as folhas das árvores ou até mesmo os frutos. Cair do céu com todas as outras gotas era uma aventura, mas podia ser muito mais do que uma aventura. Ao cair na terra as gotinhas de água iam ajudar a terra, as plantas e os animais a crescer. Pois todos os seres da terra precisam de água para viver e crescer.

A gotinha nunca tinha pensado daquela forma e toda contente seguiu caminho a pensar na conversa da gotinha mais velha. No dia seguinte, depois de uma noite muito bem dormida e de ter sonhado com a terra e as plantas, com o mar, os rios e os oceanos, a gotinha apetecia-lhe muito experimentar cair na terra e fez uma promessa a si mesma: da próxima vez que chovesse ela não se agarraria com tanta força à nuvem e desde então deixou de ter medo.

Chegou assim um dia em que o tempo ficou mais escuro e a nuvem uma vez mais pareceu ganhar vida, ficou muito agitada e várias gotinhas começaram a cair. A nossa gotinha encheu-se de coragem, respirou fundo e juntamente com outras gotinhas deixou-se cair.

E depois sabem o que sucedeu?

A gotinha iniciou uma viagem grande. Assim que ficou mais perto da terra sentiu-se a tocar nas folhas de uma árvore muito grande e foi escorregando de folha em folha.

Era uma sensação muito boa.

De uma folha passou para cima de uma bolota, esta nossa gotinha de água estava em cima de um carvalho, e foi escorregando de bolota em bolota, e de folha em folha.

A gotinha estava a adorar a viagem mas só pensava que nunca mais tinha fim.

O fim chegou e não demorou muito. Da última folha a gotinha caiu em cima de uma flor linda que assim que sentiu a gotinha sorriu dizendo Obrigada.


Xana Bernardo