quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Quem escreve um conto, acrescenta ...

Caros escritores cá vai mais uma ronda e a pedido de várias famílias vamos incluir o fim-de-semana para apimentar a inspiração e enriquecer o enredo. Assim, poderão enviar a vossa história até segunda-feira.

Esta ronda requer uma história...emocionante e cheia de aventura. Irá incluir:

- Um cavaleiro sem cavalo

- Uma zebra sem riscas

- Um tesouro sem ouro

- Um relógio sem tempo

- Uma tenda sem estacas

- Num século sem história

Correndo o risco de acharem que eu estou a precisar de férias e/ou de não ter participações, lanço-vos este novo desafio convicta de que sairão histórias magnificas de mentes igualmente brilhantes.

Vamos a isso...molhem e pena na tinta, coloquem a pala no olho e deixem-se levar...


Boa Sorte

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Quem escreve um conto, acrescenta ...

A cada ronda a vossa inspiração traz resultados cada vez mais surpreendentes. De história para história é fácil sentir o maior empenho na escolha das personagens, um investimento mais profundo da narrativa e uma imaginação...enfim, sem limites.

Esta ronda até agora foi a mais difícil para escolher a melhor, estão todos de Parabéns.
Mas esta ronda a história vencedora é...


O dia das Fotografias

Foi numa tarde ensolarada que, na aldeia branca do sopé da montanha da neve, se anunciou o dia das fotografias. Na segunda-feira seguinte todos os habitantes tinham que ir até à praça e deixar-se fotografar pelo senhor de bigode farto e chapéu alto, que transportava na algibeira uma pequena caixa: uma máquina fotográfica. Durante essa mesma tarde de sábado todos os habitantes ficaram em agitação.

- Eu vou vestir a minha saia de riscas brilhantes - disse a rechonchuda anã que vivia por baixo do troco do castanheiro que servia de apoio ao cartaz que anunciava o dia das fotografias.

- As riscas da minha saia brilham com a luz do sol, acho que vou ser a mais bonita das fotografias!

Ouvindo isto, o senhor delgado que andava sempre de calções com suspensórios, pois era tão magro que nenhum cinto conseguia segurar os seus calções e tinha por hábito andar sem guarda-chuva mesmo nos dias de chuva torrencial, pois conseguia passar entre as gotas de água sem se molhar, olhou para os pés, dentro das suas galochas prateadas e pensou: - Se a luz do sol faz brilhar as riscas brilhantes também faz brilhar as minhas galochas prateadas e eu não gosto nada destas galochas. Assim vou ficar feio nas fotografias. Acho que na segunda-feira não venho tirar fotografias.

Foi então que entrou pela praça o turbulento tractor do senhor lavrador que fez calar todos os pensamentos de quem por ali estava a pensar em ficar bonito nas fotografias ou a esquivar-se a ser fotografado. Quando o tractor parou e o barulho desapareceu todos imaginavam que podiam continuar a pensar no dia das fotografias, mas sentiu-se de repente um intenso cheiro a bacalhau com broa. Olharam todos para o lavrador que, intimidado, disse:

- Entornei o almoço para cima de mim. Agora tenho a roupa a cheirar a bacalhau.

E baixando o olhar, fixando os olhos no trilho que as rodas do seu tractor tinham deixado no terreiro da praça, continuou - Não se preocupem, não virei tirar fotografias, não quero ficar com uma fotografia a cheirar ao meu almoço.

A anã rechonchuda, até ali apenas preocupada com o brilho das riscas da sua saia disse - oh senhor lavrador, mas as fotografias não têm cheiro. Pode vir tirar a sua fotografia.

E começou a sorrir para o senhor lavrador. Porém, ainda o sorriso não tinha chegado ao máximo do seu encanto e ficou, de repente, com um ar sisudo. As riscas da sua saia tinham deixado de brilhar, porque uma enorme sombra encobriu toda a praça. Foi então que, muito devagarinho, todos olharam para o lado esquerdo da praça. Por trás da torre da igreja espreitou, muito timidamente, um gigante. Foi tão grande o silêncio de toda a aldeia, que o gigante demorou algum tempo a ter coragem para falar. Por fim disse muito baixinho - Será que eu também posso vir tirar fotografias na segunda-feira? Como todos ficaram em silêncio, sem saber o que dizer, o senhor delgado respondeu:

- Talvez o senhor não caiba na fotografia.

E todos acenavam afirmativamente com a cabeça. Mas, antes de poderem continuar a dizer coisas que fizessem o gigante ir-se embora, o senhor do bigode farto e chapéu alto, levantou-se da cadeira do café de onde estava a observar todas estas coisas, tirou da algibeira a sua máquina fotográfica e disse: - Não se preocupe senhor gigante, esta máquina é pequena mas consigo tirar uma fotografia grande, ou uma grande fotografia, como preferir.

O gigante ficou tão contente que deu uma gargalhada tão alta que todos pensaram que estava a fazer trovoada e encolheram a cabeça entre os ombros. Depois disto e como continuavam com a cabeça encolhida e sem grande alegria o fotógrafo disse:

- Não viram que não é trovoada? Porque continuam tristes?

Então a anã continuou - Mas na sombra do gigante as riscas da minha saia não brilham.

- E as minha galochas brilham demais mesmo sem sol - disse baixinho o senhor delgado.

- Ora, ora - disse o fotógrafo em trejeito apaziguador. - Faremos assim. O Gigante fica do lado direito, assim não tapa o sol e as riscas da saia brilham, e ao senhor delgado tiro apenas uma fotografia da cara. Sabem que os artistas conseguem sempre descobrir o lado mais bonito das coisas e todos vocês tem muitas coisas muito bonitas, por isso, venham todos na segunda-feira até à praça que faremos as fotografias mais bonitas de todos os tempos e, num futuro não muito distante virão de todas as aldeias ver as nossas lindas fotografias.

E assim foi, desde esse dia, o dia das fotografias foi sempre dia de festa na aldeia branca do sopé da montanha da neve.

Vítor Nunes

Parabéns ao vencedor, mais um passo para o prémio. Aos restantes "escritores" continuem atentar pois as vossas histórias também estavam fantásticas.


Aguardem as próximas dicas...


Sugestões

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Um fim-de-semana diferente!!!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Fotografias de Natal



Segunda-feira, dia 09 de Novembro de 2009 vamos ser fotografados... para as tão famosas e apetecidas fotografias de Natal!!!

Pedimos que entrem nas salas até às 9h30... Sejam pontuais!

E não se esqueçam... tragam o vosso melhor sorriso...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O Halloween

Na nossa Escola o Halloween foi comemorado nas aulas de Inglês com a professora Carla.
Esta data foi comemorada de diferentes formas...

Através de um poema:
Jack-o´-Lantern
I am a pumpkin, big and round.
Once upon a time,I grew on the ground.
Now I have a mouth, two eyes, and a nose.
What are they for, do you suppose?
With a candle inside, shining bright,
I´ll be a jack-o´-lantern on Halloween night.

De uma canção:
Ghosts and goblins,
Ghosts and goblins,
Witches, too
Witches, too
Halloween is coming
Halloween is coming
Boo to you!
Boo to you!

E também numa actividade de pintura e ilustração de expressões faciais nas famosas abóboras de Halloween.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Quem escreve um conto, acrescenta ...

Vamos apanhar a boleia do entusiasmo e da inspiração e mostrem-nos os vossos dotes mais requintados de escritores partindo das seguintes dicas:

- Num futuro não muito distante...
- Bacalhau com Grão

- um Gigante muito tímido
- Galochas prateadas

- Um tractor

Ponham mãos à obra e surpreendam-nos com o melhor da vossa imaginação e criatividade.

Boa Sorte!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Quem escreve um conto, acrescenta ...

Pedimos desde já desculpa pelo atraso desta publicação, mas quisemos dar oportunidade a mais participantes ao longo do fim-de-semana. Esta ronda já valeu a pena e deu origem a muitos risos. Os participantes empenharam-se e mostraram a "criança" que ainda existe em cada um.

Adorámos todas as histórias e a eleição da vencedora da semana foi uma difícil tarefa, mas tendo em conta os critérios a equipa deliberou e ...

Todos os anos era a mesma coisa.
No dia 31 de Outubro, a mãe acordava-a cedo para se prepararem para a exposição na mercearia da Ti’Emília. Sempre vaidosa, nestes dias, a mãe era ainda mais atenta aos pormenores, e depois da banhoca, pegava numa toalha especial e esfregava-a, esfregava-a, esfregava-a tanto que quando acabava, a aboborinha parecia mais uma estrela cintilante do que uma abóbora -menina .
Todos os anos era a mesma coisa.
Tanto trabalho, para depois as crianças entrarem na mercearia da Ti’Emilia e, ofuscadas pela luz laranja das outras abóboras, nem sequer olharem para o seu belo verde e forma esguia.
Todos os anos era a mesma coisa. Todos, mas não neste.
Farta de se sentir diferente, a Abóbora-Menina, decidiu que chegara à altura de fazer uma visita à Bruxa Luxa para lhe pedir ajudar.
- A Bruxa Luxa sabe tantos que de certeza que ela me vai conseguir ajudar a ficar assim mais bonita, redonda e laranja.
Como a bruxa vivia um bocadinho longe, num castelo feito de gomas e rebuçados, a Abóbora – Menina, preparou um belo lanche para o caminho, e escreveu um bilhete à mãe, para ela não se preocupar.
Depois de já estar andar há um bom bocado, começou a sentir fome. Por isso decidiu sentar-se à sombra duma grande árvore, mesmo ali à beirinha do caminho.
Quando estava a tirar o seu farnel, começou a ouvir, lá muito ao longe, um estranho som.
Assustada a abóbora-menina ficou de vigia. Quem seria? Alguma bruxa que vinha visitar a Bruxa Luxa?! Toda a gente sabia que a Bruxa Luxa, não era como as outras Bruxas. Era mais simpática e sem verrugas. Mas a Abóbora-menina sabia bem que as outras bruxas não eram assim. Algumas eram mesmo muito más.
Enquanto se ia arrepiando a pensar nas maldades que as bruxas faziam às abóboras, especialmente nesta altura do ano, o estranho som ia-se aproximando mais e mais do sítio onde se encontrava. Quando de repente, sem que ela me apercebesse, saiu detrás do estranho arco musical, um anão.
- Olá! – Disse bem-disposto o anão – Então, estás perdida? És muito pequena para andar por aí sozinha.
- EU NÃO SOU PEQUENA! – Respondeu amuada a abóbora-menina – Eu já tenho 5 anos.
- Pronto, pronto, não fiques zangada. – Respondeu de imediato o anão. - Não te queria ofender. Pensei que podias precisar de ajuda.
- E tu quem és? – Perguntou a abóbora–menina, aborrecida com a estranha visita.
- Desculpa. Nem me apresentei, eu sou o Anão Sabichão. E este é o meu berimbau.
- Berimbau?! – Repetiu confusa a abóbora-menina.
- É um instrumento musical – explicou a rir o Anão Sabichão. E então o que te traz por estas paragens? – Tornou a perguntar o Anão, que para além de Sabichão também era muito curioso.
- Vou visitar a Bruxa Luxa.
- Ai sim?! Então porquê? Tens algum problema?
A abóbora –menina não gostava muito de contar as suas coisas, muito menos a estranhos. Mas o anão parecia boa gente, sempre a sorrir e a tocar, e a verdade é que lhe apetecia companhia. Assim, meio a custo, lá explicou ao Anão Sabichão as razões da sua tristeza.
- Por isso decidi vir visitar a Bruxa Luxa, percebes?! A ver se ela me ajuda. – Concluiu a Abóbora-Menina.
-Hummm….- Ia dizendo o Anão Sabichão enquanto coçava a cabeça – Sabes, acho que é melhor contar-te uma história.
Atenta, porque adorava ouvir histórias, a Abóbora-menina ajeitou-se bem junto à árvore.
Há muito, muito tempo – começou ele – também quis mudar de aspecto. Queria ser grande como os meus amigos. Onde vivíamos só eu e os meus pais éramos anões. Os meus amigos diziam para eu não me ralar com isso, mas havia sempre miúdos com risinhos marotos que me faziam maldades e me punham a chorar. Assim um dia, acordei, e como tu, pus-me ao caminho do castelo da velha Bruxa Luxa. Quando lá cheguei e lhe expliquei a razão da minha tristeza, ela deu-me logo o feitiço. Bebi-o de imediato. Quando estava de regresso a casa, comecei a sentir os efeitos. Estava cada vez maior. Os sapatos arrebentaram, as calças ficaram mais curtas e a camisa… bem a camisa nem te digo, ficou num farrapo. Quando cheguei à aldeia, estava enorme e ansioso por ir contar a todos as novidades. Corri para casa, mas quando lá cheguei não podia entrar. Não cabia. Os meus pais assustados com o meu tamanho, correram a esconder-se. Os meus amigos, sem me reconhecerem, recusavam-se a ouvir-me. Fiquei totalmente sozinho. Queria tanto, mas tanto ser maior, que me esqueci que aqueles que me conheciam, gostavam de mim tal qual como eu era. Baixote e bem-disposto. No mesmo momento corri novamente para o Castelo da Bruxa Luxa e obriguei-a a dar-me novo feitiço. Mas agora para voltar a ser como era.
Quando acabou, a Abóbora-Menina olhava-o de olhos arregalados.
- Nunca tinha pensado nisso - disse ela algo preocupada.
- Sabes Abóbora-menina, disse-lhe o Anão. O importante não é sermos iguais aos outros. O importante é aprendermos a ser Felizes tal e qual como nós somos.
A Abóbora Menina, levantou-se dum salto, e disse:
- Sabes Anão, acho que realmente és muito Sabichão. Vou mas é voltar para casa e descansar porque amanhã, acrescentou com orgulho, tenho de ir mostrar a minha beleza verde lá na exposição da Ti’Emília.
Neste dia, a Abóbora – Menina aprendeu uma grande lição, mais importante do que a cor, altura ou forma, o que é preciso é termos orgulho em ser quem somos, mesmo que sejamos diferentes de todos os outros.

Margarida Santos

Parabéns à vencedora. Aos restantes participantes muito obrigada pela vossa participação e amanhã há já outra ronda para tentarem a vossa sorte. Não desistam!