O Natal chegou, veio para ficar e pôr a família e amigos a magicar!
Achámos por bem agarrar no entusiasmo e diversão desta época festiva, bem como, no embalo dos cd's decorados e pôr um standby no passatempo das histórias e dedicar o mês de Dezembro a passatempos de Natal... que tal???!!!
Esta ideia brilhante surgiu depois de decidirmos que iríamos encenar um teatro para os nossos doces meninos para lhes apresentar nesta quadra especial. E que tal um conto de Natal??? Pareceu-nos grandioso mas bastante desafiador!!!
Desta grande ideia surgiram outras, uma delas foi esta mesma de solicitar a vossa inspiração e dom da escrita, para criarem e escreverem o tal conto de Natal para ser representado pelos elementos da equipa às nossas crianças.
Desta vez será mais especifico pois para além do conto queremos que desenhem na vossa cabeça quem serão as personagens, atribuam as mesmas aos oito elementos da equipa não só de acordo com o espírito de cada uma mas também aguçando os vossos sentidos e gargalhadas. Coloquem falas e momentos divertidos inspirados no Natal, e ajudem-nos a revelar a nossa faceta de actrizes.
Regulamento da Etapa nº1 deste Grande Concurso:
- Ser criativo; - Escrever pensando nos mais pequenos;
- Enumerar as personagens e seus papeis antes de apresentar o enredo; - Usar piadas ou passagens engraçadas; - Dar dicas de guarda-roupa e acessórios;
Observações: Este concurso terá várias etapas todas elas bastante originais e divertidas estejam atentos ao nosso blog pois podemos ter mais novidades a qualquer momento ...Quanto ao prémio prometemos também a originalidade, diversão e ..... ....... ...... e .... e .... algo se há-de arranjar a sério... a sério mesmo!!! Natal é Natal!!!
O Natal está a chegar e como é habitual na nossa escola festejamos em grande. Para além de todos os momentos de partilha e troca de prendas, este ano decidimos solicitar a vossa ajuda para colorir e preencher, mais ainda, o ambiente e espaço escolar. A tarefa é simples! Toca a vasculhar lá por casa nos baús os cd’s de relíquias musicais das boy’s e girl’s band’s do tempo da Adolescência (que já não vos fazem abanar o capacete), ou aqueles que estão todos riscados e depois de retirar o pó e as teias de aranha, decorem-nos com os vossos filhos à vossa maneira. As palavras-chave são: Criatividade & Natal. Depois com pezinhos de lã apressados e sem descer pela lareira, tragam-nos o vosso “Cd” para pendurar na nossa árvore de natal. O prazo de entrega é até dia 27 de Novembro. Contamos com a vossa colaboração!!!
Depois de um século de histórias Tenham sido boas ou más Veio um outro século irmão Onde histórias não terás! Na verdade este século Foi chamado de Sem Historia Pois nele ainda não encontraram Nem desgraça nem glória O Sem História brinca ao tempo Com o seu Relógio 100 Horas Seu amigo o tempo todo Um amigo sem demoras Passe o tempo a correr Passe o tempo devagar A estes amigos isso não importa Pois não há horas para contar. O Sem História conta o tempo De uma forma mais natural 4 Estações faz um ano … é só mais um ano, afinal. Mas certo dia o Sem História Já no fim dos seus dias Reparou num movimento Que tu mesmo querendo não o vias. Lá em baixo num reino De uma terra distante Passeava um quadrúpede e um cavaleiro Tão triste e tão errante Pobre cavaleiro que andas tu a fazer? Pergunta o Sem História, sem tempo a perder. Sou um triste cavaleiro A quem a ganância tirou Todo o bem deste mundo E um vazio deixou Lutei contra monstros e dragões Fui cavaleiro valente Derrubei Impérios e Batalhões E como eu andava contente! Mas num século em que tudo aconteceu Não tive tempo para tudo ganhar O meu cavalo, esse se perdeu E nem as amizades consegui preservar. E tu estranho animal! Porque andas cabisbaixo? A ti te vou contar, Para tu outros ensinares, Que não é bom tudo querer Pois tudo se pode perder. Quis eu lindas riscas em ouro Pois as pretas não chegavam Mas a ganância foi tanta Que agora sou uma simples zebra branca. Que levas ai no dorso? Que trapo velho e rasgado! Levo nossa tenda, Velha!? Sim, e sem estacas Mas é nosso abrigo Quando o frio nos ataca. Que tristes são as vossas histórias! Como poderei eu ajudar? Sou um Século que nem boas nem más, Não tenho histórias para contar. Mas se vocês assim quiserem Uma ajuda vos posso dar. No meu último dia de Século Um arco-íris vai aparecer E ao fundo dele um tesouro, Vão vocês lá ver. De tesouros no fartámos, Não é isso que nos vai ajudar. Queremos a pureza de ser E de ter quem nos sabe amar. Chegou o meu último dia! Eu estou quase a acabar Tenho de dar a outro Século Este novo tempo, que já não é meu lugar Vão amigos! Vão ao fundo do arco-íris Lá vos espera um grande tesouro Não há ganância que o vença Pois este vale mais que ouro. A Zebra e o Cavaleiro Partiram então para a sua viagem A procura dessa ultima esperança Nem que ela fosse uma miragem Viram então um arco-íris No seu eterno esplendor Sete cores iluminadas Com a luz do amor. No fim do arco-íris Estava o pote do Tesouro Tal com disse o Sem História Sem uma moeda de ouro Quando lá chegaram Perceberam finalmente Que o que o Sem História lá deixou Foi o maior presente. A Amizade e o Amor! Vitória, Vitória Que venha um Século Sem História!
Parabéns à mãe Petra Barros que pela originalidade ganhou o passatempo esta semana!!! Não tarda nada chegarão mais pistas.
Na nossa escola adoramos contar histórias... sim também é verdade que adoramos ouvir! Por isso, de vez em quando, juntamos todas as salas e uma das educadoras conta uma história a todas as outras bem, como (à parte mais interessada) a todas as crianças.
Desta vez calhou-me a mim... com a ajuda da tia Lena (que fez os desenhos) preparámos a história "A que sabe a Lua?" para lhes contar numa tarde de contos fantástica.
Juntámo-nos todos no hall de entrada e com muita atenção eles escutaram a história que foi crescendo na parede da nossa escola.
Mais tarde cada sala trabalhou a história de uma forma: alguns meninos também quiseram imaginar a que sabe a lua, outros preferiram desenhar os animais, houve quem fizesse rimas e alguns ainda construíram animais em 3D. A exposição esteve por uns dias em exibição no hall da nossa escola. Os pais que por lá passaram, gostaram?
Agora já só esperamos por outras histórias de encantar...
Caros escritores cá vai mais uma ronda e a pedido de várias famílias vamos incluir o fim-de-semana para apimentar a inspiração e enriquecer o enredo. Assim, poderão enviar a vossa história até segunda-feira.
Esta ronda requer uma história...emocionante e cheia de aventura. Irá incluir:
- Um cavaleiro sem cavalo
- Uma zebra sem riscas
- Um tesouro sem ouro
- Um relógio sem tempo
- Uma tenda sem estacas
- Num século sem história
Correndo o risco de acharem que eu estou a precisar de férias e/ou de não ter participações, lanço-vos este novo desafio convicta de que sairão histórias magnificas de mentes igualmente brilhantes.
Vamos a isso...molhem e pena na tinta, coloquem a pala no olho e deixem-se levar...
A cada ronda a vossa inspiração traz resultados cada vez mais surpreendentes. De história para história é fácil sentir o maior empenho na escolha das personagens, um investimento mais profundo da narrativa e uma imaginação...enfim, sem limites.
Esta ronda até agora foi a mais difícil para escolher a melhor, estão todos de Parabéns. Mas esta ronda a história vencedora é...
O dia das Fotografias
Foi numa tarde ensolarada que, na aldeia branca do sopé da montanha da neve, se anunciou o dia das fotografias. Na segunda-feira seguinte todos os habitantes tinham que ir até à praça e deixar-se fotografar pelo senhor de bigode farto e chapéu alto, que transportava na algibeira uma pequena caixa: uma máquina fotográfica. Durante essa mesma tarde de sábado todos os habitantes ficaram em agitação.
- Eu vou vestir a minha saia de riscas brilhantes - disse a rechonchuda anã que vivia por baixo do troco do castanheiro que servia de apoio ao cartaz que anunciava o dia das fotografias.
- As riscas da minha saia brilham com a luz do sol, acho que vou ser a mais bonita das fotografias!
Ouvindo isto, o senhor delgado que andava sempre de calções com suspensórios, pois era tão magro que nenhum cinto conseguia segurar os seus calções e tinha por hábito andar sem guarda-chuva mesmo nos dias de chuva torrencial, pois conseguia passar entre as gotas de água sem se molhar, olhou para os pés, dentro das suas galochas prateadas e pensou: - Se a luz do sol faz brilhar as riscas brilhantes também faz brilhar as minhas galochas prateadas e eu não gosto nada destas galochas. Assim vou ficar feio nas fotografias. Acho que na segunda-feira não venho tirar fotografias.
Foi então que entrou pela praça o turbulento tractor do senhor lavrador que fez calar todos os pensamentos de quem por ali estava a pensar em ficar bonito nas fotografias ou a esquivar-se a ser fotografado. Quando o tractor parou e o barulho desapareceu todos imaginavam que podiam continuar a pensar no dia das fotografias, mas sentiu-se de repente um intenso cheiro a bacalhau com broa. Olharam todos para o lavrador que, intimidado, disse:
- Entornei o almoço para cima de mim. Agora tenho a roupa a cheirar a bacalhau.
E baixando o olhar, fixando os olhos no trilho que as rodas do seu tractor tinham deixado no terreiro da praça, continuou - Não se preocupem, não virei tirar fotografias, não quero ficar com uma fotografia a cheirar ao meu almoço.
A anã rechonchuda, até ali apenas preocupada com o brilho das riscas da sua saia disse - oh senhor lavrador, mas as fotografias não têm cheiro. Pode vir tirar a sua fotografia.
E começou a sorrir para o senhor lavrador. Porém, ainda o sorriso não tinha chegado ao máximo do seu encanto e ficou, de repente, com um ar sisudo. As riscas da sua saia tinham deixado de brilhar, porque uma enorme sombra encobriu toda a praça. Foi então que, muito devagarinho, todos olharam para o lado esquerdo da praça. Por trás da torre da igreja espreitou, muito timidamente, um gigante. Foi tão grande o silêncio de toda a aldeia, que o gigante demorou algum tempo a ter coragem para falar. Por fim disse muito baixinho - Será que eu também posso vir tirar fotografias na segunda-feira? Como todos ficaram em silêncio, sem saber o que dizer, o senhor delgado respondeu:
- Talvez o senhor não caiba na fotografia.
E todos acenavam afirmativamente com a cabeça. Mas, antes de poderem continuar a dizer coisas que fizessem o gigante ir-se embora, o senhor do bigode farto e chapéu alto, levantou-se da cadeira do café de onde estava a observar todas estas coisas, tirou da algibeira a sua máquina fotográfica e disse: - Não se preocupe senhor gigante, esta máquina é pequena mas consigo tirar uma fotografia grande, ou uma grande fotografia, como preferir.
O gigante ficou tão contente que deu uma gargalhada tão alta que todos pensaram que estava a fazer trovoada e encolheram a cabeça entre os ombros. Depois disto e como continuavam com a cabeça encolhida e sem grande alegria o fotógrafo disse:
- Não viram que não é trovoada? Porque continuam tristes?
Então a anã continuou - Mas na sombra do gigante as riscas da minha saia não brilham.
- E as minha galochas brilham demais mesmo sem sol - disse baixinho o senhor delgado.
- Ora, ora - disse o fotógrafo em trejeito apaziguador. - Faremos assim. O Gigante fica do lado direito, assim não tapa o sol e as riscas da saia brilham, e ao senhor delgado tiro apenas uma fotografia da cara. Sabem que os artistas conseguem sempre descobrir o lado mais bonito das coisas e todos vocês tem muitas coisas muito bonitas, por isso, venham todos na segunda-feira até à praça que faremos as fotografias mais bonitas de todos os tempos e, num futuro não muito distante virão de todas as aldeias ver as nossas lindas fotografias.
E assim foi, desde esse dia, o dia das fotografias foi sempre dia de festa na aldeia branca do sopé da montanha da neve.
Vítor Nunes
Parabéns ao vencedor, mais um passo para o prémio. Aos restantes "escritores" continuem atentar pois as vossas histórias também estavam fantásticas.