quinta-feira, 6 de junho de 2013

Encerramento

Relembramos todos os pais que estaremos encerrados na próxima semana, nos dias 11, 12 e 14, conforme consta no Regulamento Interno, para limpeza, desinfestação e manutenção das instalações. 

Obrigado!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Oficina de Expressão Musical

É já este sábado...


Já se inscreveram???

segunda-feira, 13 de maio de 2013

"Há pais que compram muitos brinquedos porque não se sabem relacionar com o bebé"



NADIA BRUSCHWEILER-STERN
"Nove meses de gravidez trazem a promessa de um relacionamento intuitivo com o bebé que nem sempre se cumpre. Como pegar-lhe ao colo? É normal que ele não olhe para a mãe? A que é que se brinca com um recém-nascido? Numa visita a Portugal, a pediatra Nadia Bruschweiler-Stern explica como método Brazelton pode ajudar famílias a lidar com estas e outras questões.

A busca de Nadia Bruschweiler-Stern do “bebé” começou na Medicina. Quando se especializou em Pediatria, sentiu que “se tratava o bebé como um organismo, com coração, pulmões, rins e tudo o resto, como um sistema onde tudo tinha que funcionar”, mas não era suficiente. Seguiu Pedopsiquiatria, onde trabalhou “a representação que a mãe faz do bebé, como ela o imagina e o que anseia para ele”. Mais uma vez não estava a olhar para o bebé. “Quando descobri o trabalho de Brazelton, encontrei finalmente o bebé”, conta-nos numa visita a Lisboa para participar na conferência internacional “Valuing Baby and Family Passion Towards a Science of Happiness”, a 7 e 8 de Maio, na Fundação Calouste Gulbenkian. 
Nadia encontrou o método que procurava no trabalho iniciado por Berry Brazelton, que criou a Neonatal Behavioral Assessment Scale (NBAS), uma escala inovadora que funciona como instrumento de avaliação e permite aos médicos “ler” o bebé, o seu temperamento, vulnerabilidade e capacidade de relacionamento. É esta a orientação do Centro Brazelton, actualmente dirigido por Nadia Bruschweiler-Stern na Suíça, englobado numa rede internacional com mais de 15 centros pela América, Ásia e Europa. Em Portugal, o primeiro centro foi criado em 2000, tendo em 2010 sido incorporado na Fundação Brazelton/Gomes-Pedro para as Ciências do Bebé e da Família.

“Ao observar-se metodicamente um recém-nascido percebe-se que, tal como os adultos, todos os bebés são diferentes. Interrogamo-nos sempre: ‘Que tipo de bebé será e o que iremos descobrir sobre ele?’. Se analisarmos a criança no momento certo, descobrimos muito sobre o seu temperamento”, afirma Nadia que, regra geral, trabalha com bebés até aos dois meses de idade. Ao contrário do que se pensava quando a NBAS dava os primeiros passos, é impossível prever como será a criança uns anos mais tarde. “Uma questão essencial é que só conseguimos ver o bebé no contexto do ‘agora’, não conseguimos prever que tipo de pessoa será no futuro… E ainda bem. Isso seria assustador!”, desabafa. 

Todos bebés, todos diferentes
Na impossibilidade de traçar um perfil psicológico a longo prazo, os pediatras interessados no método Brazelton ajudam as famílias a conectar-se com o bebé, chegando em muitas sessão a haver aquilo que designam por “momento de encontro”, a altura em que a mãe, por exemplo, percebe que o recém-nascido a reconhece como tal. Imagine-se uma mãe a olhar o filho recém-nascido no seu colo: “eu sei que sabes que sou tua mãe”. Depois deste encontro, que nem sempre acontece em ambientes de consulta, “o bebé é visto e compreendido como uma pessoa e a comunicação é totalmente diferente”, defende Nadia Bruschweiler-Stern.

Um dos exemplos práticos mais utilizados pela pediatra suíça é o caso do pequeno Lucas, um recém-nascido com uma deformação no pé. Os pais, em choque com a desfiguração, “congelaram”, como se “o processo de ligação tivesse sido interrompido”, e apresentavam dificuldades no relacionamento com o recém-nascido. Na consulta, conforme relembrou Nadia perante a plateia cheia da conferência na Gulbenkian, a mãe percebeu que o bebé lhe reconhecia a voz e descobriu finalmente “que apesar da deformação, havia um bebé ali que queria a sua atenção e amor. Foi um momento único e essencial para que a família ultrapassasse aquele problema”, recorda a médica. 

Não há um “paciente-tipo” no consultório de Nadia, alojado na clínica privada Grangettes, em Genebra. “Os curiosos às vezes aparecem apenas porque sabem que há alguma coisa a acontecer com o bebé e não querem perder a oportunidade de descobrir o que é. Depois, há as razões psicológicas: pode ter havido uma perda na família e os pais não querem que a dor passe para o filho ou problemas no casamento. É possível que um bebé chore muito ou então que seja demasiado passivo e esteja sempre a dormir. Pode ser qualquer coisa…. Problemas de amamentação…é uma lista sem fim”, afirma a pediatra. Contudo, parece haver um padrão: “Nos dias de hoje muitos pais nunca tiveram um bebé nos braços e, como não sabem o que fazer, o que dizer ou como brincar acabam por lhes comprar demasiados brinquedos, em vez de se relacionarem.”

Uma das vertentes das consultas é orientar os pais, ensinando-os a ler os sinais e a interagir. “Ajudamo-los a sentir que controlam a situação. Como têm expectativas altas, alguns pais, sentem-se estúpidos e não querem fazer perguntas, porque acham que já deviam saber tudo. Isso pode gerar sentimentos de inadaptação e culpa”, afirma. O bebé que chora compulsivamente, deixando os pais mais tensos e menos compreensivos, é um exemplo clássico. “Quando não há relacionamento com o bebé é mais fácil culpá-lo. Depois de se estabelecer uma ligação, os pais percebem que não está a chorar só para os fazer acudir, mas sim porque não se sente bem. Aí entram em jogo as regras de sobrevivência e os pais acodem prontamente. É inato. É a natureza.”"
 Por Inês Raposo

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Brincar com os filhos em idade pré-escolar reduz distúrbios de comportamento

Um estudo da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra comprovou que brincar 10 minutos diários com os filhos em idade pré-escolar, de forma cooperativa, contribui para reduzir distúrbios de comportamento nas crianças. 

O projeto, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e pelo programa FEDER-COMPETE, explica que estas brincadeiras, se feitas em exclusivo, contribuem para a redução da hiperatividade, défice de atenção, oposição (a criança opõe-se a qualquer ordem do adulto) e desafio e agressividade.

A ideia do estudo era testar, em Portugal, diz a Universidade de Coimbra, “o impacto e eficácia do programa americano ‘Anos Incríveis’ (http://www.incredibleyears.com), em figuras parentais de crianças dos três aos seis anos de idade, com problemas de comportamento diagnosticados e envolveu 125 mães e pais e outros cuidadores (avós), de Coimbra e do Porto, indicados por pediatras, psicólogos e jardins-de-infância”.

“Os primeiros resultados do estudo, que incluiu 14 semanas de trabalho intensivo com cada um dos grupos de pais, revelaram que o programa é eficaz em Portugal, tendo-se registado a redução de sintomatologias de hiperatividade, défice de atenção e oposição e desafio, agressividade e impulsividade, assim como um aumento das competências parentais”, diz também a Universidade de Coimbra. 


O programa “Anos Incríveis”, desenvolvido há várias décadas nos Estados Unidos e aplicado em vários países do mundo – no Reino Unido, na grande maioria dos países nórdicos e até na China, na Palestina e na Nova Zelândia -não tem “fórmulas mágicas para uma família feliz, mas ajuda muito”.

"É um guia que oferece aos pais um conjunto alargado de competências para cuidar melhor das crianças com características que se podem tornar desadaptativas", diz Maria Filomena Gaspar, uma das coordenadoras do estudo iniciado em 2010, na sequência de outros estudos desenvolvidos entre 2003 e 2009, que abrangeu a tradução e adaptação do programa americano à realidade portuguesa e aplicações voluntárias na comunidade, incluindo a grupos em vulnerabilidade social. 


Os pais, apostando na técnica do jornalismo pirâmide invertida, ao invés de darem ordem e imporem castigos às crianças que se portam mal, optam por estratégias positivas: “Colocam óculos cor-de-rosa e assumem-se como ‘detetives do bom comportamento’, treinando competências como elogiar os filhos, brincar alguns minutos com eles, recompensar a criança, estabelecer regras e limites com calma e mesmo ignorar alguns dos comportamentos negativos porque uma birra não faz mal a ninguém”, explica ainda a especialista em Psicologia da Educação. 

A Universidade de Coimbra diz também que seis a 15% das crianças apresentem sintomas clínicos de perturbações de comportamento, mas em contexto de risco social a percentagem aumenta, podendo atingir os 35%. 

 *Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Oficina de Expressão Musical

Neste sábado tivemos uma manhã diferente... foi dia de vir à escola para passar uma manhã especial, uma manhã musical! Com a professora Beatriz pudemos usufruir, em primeira mão, de uma sessão de partilha e socialização. Nesta sessão a música, os sons, as histórias sonoras transportaram-nos para um mundo de fantasia, criando momentos inesquecíveis. 


Passámos pela música tradicional, pelas lenga-lengas, pelas canções de ninar, pelas melodias simples e fáceis de decorar e assim os pais puderam adquirir um reportório para criarem os seus momentos, em sua casa, com os seus filhos.


Foi uma manhã fantástica. uma experiência enriquecedora, que com certeza iremos repetir! Obrigada pela vossa participação! 

"As experiências musicais que uma criança tem desde o nascimento até aproximadamente aos 5 anos têm um profundo impacto na forma como esta vai ser capaz de perceber, apreciar e compreender em música como adulto."
Edwin Gordon

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Escola de Pais - Regras e Limites

"Tu dizes sempre isso... mas depois eu faço!" - Quantas e quantas vezes já não ouvimos esta frase? Quantas vezes dissemos uma coisa e depois por cansaço, persistência ou birra dos nossos filhos acabámos por ceder? A coerência, a clareza e a sistematização das regras e limites são fundamentais para a segurança das crianças que, a longo prazo, serão capazes de se auto-controlar e lidar com os seus sentimentos e os dos outros à sua volta. 


No entanto sabemos que esta tarefa não é fácil. Aliás, "a tarefa de disciplinar uma criança é uma das mais difíceis, mas também uma das responsabilidades mais importantes de ser pai ou mãe.” A par com o amor, a disciplina é o que de melhor podemos dar às nossas crianças. "A disciplina é o segundo presente mais importante que um pai pode dar a uma criança. O amor vem em primeiro lugar (...) mas a segurança que a criança encontra na disciplina é essencial".  


A sala esteve cheia, talvez porque este seja um assunto que tanto interessa a todos. Foi uma grande surpresa perceber a importância deste tema desde o berçário até às crianças mais crescidas. De facto, "as oportunidades para disciplinar começam (...) no primeiro dia de vida do bebé." 

Foi uma tarde de partilha, importante para todos e que nos deixou muitas reflexões pertinentes sobre este tema.  Por cá, continuamos disponíveis para falar sobre regras e limites sempre que precisem. 

Obrigada a todos pela vossa presença.


terça-feira, 26 de março de 2013

Escola de Pais

Olá Pais,
Vimos convidar-vos a participar num importante momento de partilha em redor de um assunto que tanto inquieta as nossas famílias - as regras e limites.
Participem!