Contaram-se os dias, fizeram-se grandes planos e eis que chegaram as tão desejadas FÉRIAS.
Quem não tem saudades dos tempos da nossa infância, quando se fechavam os livros e cadernos com a certeza adocicada na boca de que só os voltaríamos a abrir quase três meses depois?
Bons tempos que nos deixam hoje com um brilho difuso no olhar, provocado pelas memórias saudosas e pelo desejo inconsciente de fazer o tempo andar para trás e revivê-lo com a sabedoria de hoje.
E em tantas vezes as nossas crianças (tal como nós o fomos um dia), parecem não compreender e valorizar a imensidão dos meses de verão. Sabemos que em muitas circunstâncias não podemos oferecer aos nossos filhos a diversidade que nos preencheu outrora, quando passávamos sobre "todas as capelinhas" desde a casa dos tios na terra do pai, ao parque de campismo com a tia e os primos e à casa dos avós na terra da mãe.
Em Julho o Setembro parecia tão longe... 
Hoje resta-nos agarrar com "unhas e dentes" as oportunidades que a família oferece, para levar o nosso rebento a viver novas experiências, conhecer outras dinâmicas familiares, novos valores e, sobretudo, permitir que sinta saudades nossas. Na eventualidade (cada vez menos eventual), de a nossa família não se disponibilizar, os padrinhos estarem a trabalhar e os amigos se considerarem incapazes de cuidar e divertir-se com o nosso "anjinho", bom...resta-nos ser criativos e bons gestores de todas as possibilidades que os programas e actividades de Verão oferecem.

Assim, o regresso é garantido, tão nostálgico quão extasiado, de braços abertos, olhos reluzentes e com mil histórias para contar, o nosso filhote retoma o nosso colo arrebatando o nosso abraço com a força que a saudade confere dentro de nós.Vem mais conhecedor do mundo e de si mesmo, tudo muito condensado naquele pequeno ser e, ao mesmo tempo, tudo tão vasto e disperso na sua imaginação e sonhos.
Parte de nós, ajudar as nossas crianças a valorizarem as férias com todo o entusiasmo e diversão que estas devem acarretar. Afinal de contas nós fazemos uma pausa no trabalho para descansar e repor energias e eles? Eles também. Ninguém tem culpa que brincar seja durante alguns anos o seu mais nobre ofício, com todos os seus altos e baixos. Para eles este é o seu trabalho, aprender a brincar. E desculpem os mais sensíveis mas...eles parecem empenhar-se com mais responsabilidade e prazer que nós próprios.

Assim, o mais difícil será mesmo explicar aos nossos pequenotes porque é que temos tão poucas férias. Mais uma vez a desculpa do patrão mauzão, que nas ondas da sua imaginação deve parecer o lobo mau, terá de servir ou não.
Lançamos, então, um desafio aos pais que se encontram de férias e fazem escapadinhas ao nosso blog e aqueles que já ou ainda se encontram a trabalhar: O que recordam com mais alegria das férias da vossa infância?
Boas Férias e Bom Regresso