quinta-feira, 25 de julho de 2013

Não dê Férias a todas as regras!

Por Rita Pimenta
A família anseia por férias, mas isso não significa que o período de ausência de trabalho resulte em verdadeiro descanso. Mais ainda quando há crianças por perto. Não ceda à tentação de eliminar todas as regras ou correrá o risco de chegar ao final do Verão a precisar de férias.
A pediatra Ana Paula Simões diz que esta época “deve ser uma oportunidade para descansar da azáfama louca do dia-a-dia”, mas defende que não se pode abandonar “regras básicas e que há limites a ser cumpridos, embora com alguma flexibilidade”. Ou seja, se os horários não devem ser tão rígidos como no período escolar, há no entanto que manter algumas rotinas, “nomeadamente em relação ao sono e à alimentação”. Pode haver alguma trégua nas regras, mas elas não deverão desaparecer totalmente.
Os miúdos nunca deverão ir muito tarde para a cama, mesmo que não tenham de se levantar cedo no dia seguinte. “Se a criança não tiver uma boa noite de sono, fica mais irritada durante o dia e facilmente faz birras quando é contrariada”, diz ao Life&Style a especialista da clínica Cuf de Alvalade, em Lisboa. E já todos assistimos a “medições de forças” entre crianças e adultos na praia, por exemplo. Uma boa noite de sono poderia ter evitado alguns desses conflitos e contribuído para o bem-estar da criança (e da família).
“O mesmo se aplica às refeições”, prossegue Ana Paula Simões, “mesmo nas férias, deve ser mantido um horário de refeições regular, com pequenos lanches nos intervalos. Deve optar-se por soluções saudáveis, como fruta, iogurtes ou barras de cereais”.
Actividades a mais
Outro equívoco por parte de algumas famílias em relação aos mais novos “é a convicção de que é preciso proporcionar-lhes diversão a todo o momento”. Para a pediatra, essa “é uma característica do nosso tempo”, já que as pessoas “têm imensa dificuldade em parar”.

Esse excesso de actividades acaba por ser cansativo para todos e deixa os miúdos demasiado excitados. “É necessário encontrar o equilíbrio certo e ensinar as crianças a aproveitar os momentos de ócio. Assim, desfrutarão melhor dos momentos de diversão”, acredita Ana Paula Simões.
As férias de Verão são, segundo a pediatra, uma óptima oportunidade para compensar a falta de convívio entre todos durante o resto do ano. Por isso sugere que estejam “simplesmente juntos, sem pressas, vejam um filme, passeiem e durmam a sesta”. A especialista não tem dúvidas de que “isto vai criar uma aproximação entre todos e reforçar laços”.
Proibido falar de escola
Se as demonstrações de afecto e carinho aos filhos são importantes sempre, e “indispensáveis para o seu desenvolvimento emocional equilibrado”, as férias proporcionam momentos de descontracção que devem ser bem aproveitados nesse sentido. “Estar bem-disposto e disponível para brincar com as crianças, observá-las e desfrutar do seu convívio vai tornar as férias especiais”, diz a médica. E acrescenta: “É importante aproveitar para pôr a conversa em dia, conhecer melhor as suas preferências em relação a brincadeiras, música e Internet. Os pais devem tentar transmitir aos filhos princípios e valores, mas também saber ouvi-los, não esquecendo a sua própria personalidade e individualidade.”

Se o momento é de pausa escolar e de trabalho, esses assuntos passam a ser tabu. Conselho de Ana Paula Simões:“Liberte-se do stress do trabalho e liberte as crianças das preocupações escolares.” Garantia: “O regresso será feito com mais motivação e vontade.” E nada de tarefas escolares, nem mesmo para aqueles que tiveram maus desempenhos. “Não se deve tentar recuperar nas férias aquilo que não foi feito durante o ano lectivo.”

A pediatra sugere que se “estimule o gosto pela leitura como um prazer” e não “como um trabalho de casa”. Para isso, diz aos pais que dêem liberdade à criança para “fazer as suas próprias escolhas, de acordo com os seus gostos e com o seu ritmo”. Uma boa regra.
 in Crianças a Torto e a Direitos

terça-feira, 23 de julho de 2013

Na nossa escola já se pode elogiar!!!

Uma ideia criativa e original este livro de elogios. A partir de agora temos um espaço onde se pode elogiar! E como na nossa escola valorizamos o que há de positivo numa atitude sempre otimista não podíamos deixar de adorar este projeto!  



Muitas vezes os pais mandam emails, escrevem cartas com palavras de agradecimento e elogios ao nosso trabalho, quando se despedem de nós. Não tínhamos nada reunido num bonito livro de honra ou de elogios. Quando ouvimos falar deste projeto percebemos que era mesmo isto que nos faltava.


Agora já é possível elogiar num único espaço. O nosso livro de elogios já teve a sua estreia. Estamos muito felizes e agora queremos mais... estamos viciados em elogios!!! :-)

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domingo, 21 de julho de 2013

35º Congresso do MEM


Mais um ano em que estivemos presentes no Congresso do MEM, num encontro maravilhoso de profissionais onde a partilha de práticas de qualidade nos enchem o coração e nos dão motivação para mais um ano de trabalho. 

 


A exposição estava linda e nós tivemos o privilégio de a observar com calma, aproveitando cada recanto. Isto, no intervalo das comunicações que nos encheram de ideias e nos permitiram refletir em conjunto. 


Foi também um ano rico em comunicações que resultaram de um ano de trabalho maravilhoso na Diese. A Vera e a Mariana comunicaram sobre a família como fator de promoção de projetos; a Marta e a Carmo comunicaram sobre o trabalho em Creche no MEM; a Marta (mais uma vez) comunicou sobre o MEM e os direitos da Criança, num resumo do seu trabalho de investigação e a Xana comunicou sobre o percurso de formação no MEM. 


Pudemos ainda estar com os amigos e professores do Movimento da Escola Moderna, com que aprendemos tanto e com quem partilhamos tanto. Foi um Congresso excelente!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Aviso - Reuniões de Pais

Sala da Marta, dia 26 de Junho, quarta-feira. 
Sala da Carmo, dia 27 de Junho, quinta-feira. 
Sala da Rita, dia 28 de Junho, sexta-feira. 
Sala da Mariana, dia 2 de Julho, terça-feira. 
Sala da Xana, dia 3 de Julho, quarta-feira. 
Sala da Vera, dia 4 de Julho, quinta-feira. 
Sala da Fátima, dia 5 de Julho, sexta-feira.

 Todas as reuniões de pais começam às 18h00.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Encerramento

Relembramos todos os pais que estaremos encerrados na próxima semana, nos dias 11, 12 e 14, conforme consta no Regulamento Interno, para limpeza, desinfestação e manutenção das instalações. 

Obrigado!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Oficina de Expressão Musical

É já este sábado...


Já se inscreveram???

segunda-feira, 13 de maio de 2013

"Há pais que compram muitos brinquedos porque não se sabem relacionar com o bebé"



NADIA BRUSCHWEILER-STERN
"Nove meses de gravidez trazem a promessa de um relacionamento intuitivo com o bebé que nem sempre se cumpre. Como pegar-lhe ao colo? É normal que ele não olhe para a mãe? A que é que se brinca com um recém-nascido? Numa visita a Portugal, a pediatra Nadia Bruschweiler-Stern explica como método Brazelton pode ajudar famílias a lidar com estas e outras questões.

A busca de Nadia Bruschweiler-Stern do “bebé” começou na Medicina. Quando se especializou em Pediatria, sentiu que “se tratava o bebé como um organismo, com coração, pulmões, rins e tudo o resto, como um sistema onde tudo tinha que funcionar”, mas não era suficiente. Seguiu Pedopsiquiatria, onde trabalhou “a representação que a mãe faz do bebé, como ela o imagina e o que anseia para ele”. Mais uma vez não estava a olhar para o bebé. “Quando descobri o trabalho de Brazelton, encontrei finalmente o bebé”, conta-nos numa visita a Lisboa para participar na conferência internacional “Valuing Baby and Family Passion Towards a Science of Happiness”, a 7 e 8 de Maio, na Fundação Calouste Gulbenkian. 
Nadia encontrou o método que procurava no trabalho iniciado por Berry Brazelton, que criou a Neonatal Behavioral Assessment Scale (NBAS), uma escala inovadora que funciona como instrumento de avaliação e permite aos médicos “ler” o bebé, o seu temperamento, vulnerabilidade e capacidade de relacionamento. É esta a orientação do Centro Brazelton, actualmente dirigido por Nadia Bruschweiler-Stern na Suíça, englobado numa rede internacional com mais de 15 centros pela América, Ásia e Europa. Em Portugal, o primeiro centro foi criado em 2000, tendo em 2010 sido incorporado na Fundação Brazelton/Gomes-Pedro para as Ciências do Bebé e da Família.

“Ao observar-se metodicamente um recém-nascido percebe-se que, tal como os adultos, todos os bebés são diferentes. Interrogamo-nos sempre: ‘Que tipo de bebé será e o que iremos descobrir sobre ele?’. Se analisarmos a criança no momento certo, descobrimos muito sobre o seu temperamento”, afirma Nadia que, regra geral, trabalha com bebés até aos dois meses de idade. Ao contrário do que se pensava quando a NBAS dava os primeiros passos, é impossível prever como será a criança uns anos mais tarde. “Uma questão essencial é que só conseguimos ver o bebé no contexto do ‘agora’, não conseguimos prever que tipo de pessoa será no futuro… E ainda bem. Isso seria assustador!”, desabafa. 

Todos bebés, todos diferentes
Na impossibilidade de traçar um perfil psicológico a longo prazo, os pediatras interessados no método Brazelton ajudam as famílias a conectar-se com o bebé, chegando em muitas sessão a haver aquilo que designam por “momento de encontro”, a altura em que a mãe, por exemplo, percebe que o recém-nascido a reconhece como tal. Imagine-se uma mãe a olhar o filho recém-nascido no seu colo: “eu sei que sabes que sou tua mãe”. Depois deste encontro, que nem sempre acontece em ambientes de consulta, “o bebé é visto e compreendido como uma pessoa e a comunicação é totalmente diferente”, defende Nadia Bruschweiler-Stern.

Um dos exemplos práticos mais utilizados pela pediatra suíça é o caso do pequeno Lucas, um recém-nascido com uma deformação no pé. Os pais, em choque com a desfiguração, “congelaram”, como se “o processo de ligação tivesse sido interrompido”, e apresentavam dificuldades no relacionamento com o recém-nascido. Na consulta, conforme relembrou Nadia perante a plateia cheia da conferência na Gulbenkian, a mãe percebeu que o bebé lhe reconhecia a voz e descobriu finalmente “que apesar da deformação, havia um bebé ali que queria a sua atenção e amor. Foi um momento único e essencial para que a família ultrapassasse aquele problema”, recorda a médica. 

Não há um “paciente-tipo” no consultório de Nadia, alojado na clínica privada Grangettes, em Genebra. “Os curiosos às vezes aparecem apenas porque sabem que há alguma coisa a acontecer com o bebé e não querem perder a oportunidade de descobrir o que é. Depois, há as razões psicológicas: pode ter havido uma perda na família e os pais não querem que a dor passe para o filho ou problemas no casamento. É possível que um bebé chore muito ou então que seja demasiado passivo e esteja sempre a dormir. Pode ser qualquer coisa…. Problemas de amamentação…é uma lista sem fim”, afirma a pediatra. Contudo, parece haver um padrão: “Nos dias de hoje muitos pais nunca tiveram um bebé nos braços e, como não sabem o que fazer, o que dizer ou como brincar acabam por lhes comprar demasiados brinquedos, em vez de se relacionarem.”

Uma das vertentes das consultas é orientar os pais, ensinando-os a ler os sinais e a interagir. “Ajudamo-los a sentir que controlam a situação. Como têm expectativas altas, alguns pais, sentem-se estúpidos e não querem fazer perguntas, porque acham que já deviam saber tudo. Isso pode gerar sentimentos de inadaptação e culpa”, afirma. O bebé que chora compulsivamente, deixando os pais mais tensos e menos compreensivos, é um exemplo clássico. “Quando não há relacionamento com o bebé é mais fácil culpá-lo. Depois de se estabelecer uma ligação, os pais percebem que não está a chorar só para os fazer acudir, mas sim porque não se sente bem. Aí entram em jogo as regras de sobrevivência e os pais acodem prontamente. É inato. É a natureza.”"
 Por Inês Raposo