quarta-feira, 6 de setembro de 2017

O primeiro dia

Chegou Setembro e com ele toda uma nova aventura. É a entrada para a escola! Para muitos um regresso, mas para outros tantos chegou o primeiro dia. 


"O coração palpita e os nervos estão à flor da pele. É hora de entregar o nosso bem mais precioso na mão de estranhos. Sabemos que já nos conhecemos, que até fomos a uma reunião, que visitámos a escola antes e que esta foi mesmo a nossa escolha... mas a razão perde-se no meio da emoção deste primeiro dia. 

Entramos com confiança na escola, levamos o nosso filho no colo, estamos seguros das nossas opções, subimos as escadas e o coração começa a bater mais forte, as mãos transpiram... queremos passar-lhes o maior conforto possível, mas a lágrima tende a espreitar naquele canto do olho. Respiramos fundo e depois de revermos mentalmente todos os passos que nos trouxeram aqui, ganhámos aquela força extra. Do outro lado há um sorriso, há um colo, há o conforto que preciso para estender os meus braços e quase como uma dança fazer aquela troca."

Ai como custa o momento da separação!!! Todos sabemos como este processo de adaptação é particularmente difícil para todos. Novas rotinas, caras novas, algum choro e muitoooooo colo com mimos à mistura. A melhor parte é sabermos que esta é só uma fase e que em breve vamos trocar o choro por gargalhadas, os passos hesitantes por uma corrida desenfreada, um colo que acalma por um colo que lança no ar!  




sexta-feira, 25 de agosto de 2017

segunda-feira, 24 de julho de 2017

A Diese no MEM

Durante estes últimos 3 dias o Colégio Piloto Diese esteve representado por algumas educadoras e professoras no Congresso do Movimento da Escola Moderna. Para Faro levamos material para a exposição e partilhamos com outros docentes do MEM várias comunicações que nos encheram de orgulho. Foram 3 dias de intensa reflexão e de muitos conflitos cognitivos... aqueles que nos fazem crescer. Estar presente neste Congresso é sempre tão bom e tão importante para todos na Diese. 


Um bocadinho da nossa exposição:


E os resumos das Comunicações que levámos:





Temos muito orgulho nesta equipa!

terça-feira, 9 de maio de 2017

O Teatro no Colégio Piloto Diese ou será melhor chamar-lhe Jogo?

Na nossa escola, a professora desta atividade não lhe quis chamar teatro, mas também não lhe quis chamar expressão dramática, porque no fundo, tudo o que iam trabalhar não era nem uma coisa nem outra. Confundimos muitas vezes as palavras “teatro” com “expressão dramática” e acabamos ainda por juntar as duas saindo um… “teatro dramático”, sem nunca pôr em causa as suas definições.

Ora começando pela palavra teatro, o dicionário português define-a como:

“Local destinado a jogos e espetáculos públicos, na antiga Roma; Edifício onde se representam obras dramáticas; Conjunto de obras dramáticas, geralmente de um autor, de um país, de uma época; Arte de representar; Profissão de ator ou de atriz; Literatura dramática; Lugar onde se passa algum acontecimento memorável, geralmente trágico; Aparência, ilusão; Manifestação ou dramatização excessiva.”

Seguindo pela palavra expressão:

“Ato ou efeito de exprimir; Manifestação de pensamentos por gestos ou palavras; Modo de comunicar; Manifestação de um sentimento ou de uma emoção; Carácter, sentimentos íntimos, manifestados pelos gestos; Acção de espremer ; Extrair.”

E terminando com drama:

“Peça de teatro de um género misto entre a comédia e a tragédia; Acontecimento comovente; Peça teatral de assunto sério; Narrativa viva e animada de acontecimentos notáveis em que há agitação ou tumulto; Desgraça.”

São estes os termos que rondam em volta desta atividade mas não são estes os conceitos que trabalhamos na mesma, certo? Percebemos que o teatro está associado a um espaço e à arte de representar por profissionais da área onde nascem acontecimentos trágicos de dramatização expressiva. Entendemos que a expressão é uma manifestação de inquietudes do âmago, emoções intrínsecas que permitem uma comunicação maior entre pares, e ainda, que o drama é uma ação teatral ligada a um mundo mais trágico e negativo. Não queremos de todo gerar uma experiência tão pesada para crianças cujo centro de atenção está nas brincadeiras e jogos. 

E é esta a palavra-chave para esta atividade, jogo!

Porquê jogo?

A língua inglesa usa-o e não poderia existir um melhor termo para explicar o que trabalhamos efetivamente nesta área.

Play em inglês significa jogar, desempenhar um papel, tocar um instrumento, pregar uma partida, peça teatral e até brincadeira. E aqui podemos juntar imensas outras palavras como “jogar seguro”, “jogar à bola”, “jogar consigo próprio”, “jogar com os outros”, “jogar aos pais e às mães”, “jogar de forma justa”, “jogar em redor”, “jogar às cartas”, “jogar às profissões”, etc..
São tantas as experiências que podemos proporcionar através de jogos que a palavra certa para esta atividade seria mesmo essa. Jogo.
Assim começou o ano letivo, e a primeira coisa que aprenderam foi exatamente essa:

O “Teatro” é um espaço onde podemos ser o que nós quisermos e brincar sem limites. Ali todas as propostas são válidas e os jogos são o centro dos nossos dias.

Este foi o ponto de partida, porque no fundo a forma como brincam e jogam durante este tempo é inteiramente deles, é livre, espontânea e acima de tudo faz com que experimentem tudo sem que exista um certo ou um errado. E o teatro requer essa experimentação diária para que a certa altura, quando chega o momento da criação, já tenham caminhado por várias direções e já saibam escolher as características e técnicas necessárias para aquele trabalho em específico. E na realidade tudo o que os fez gerar essas ferramentas, foi a brincadeira em sintonia com os diversos jogos.

Brincar – Expressar – Imaginar – Criar

Ainda também no começo, conversaram sobre o epoché e o quão importante seria este conceito a longo prazo. A explicação foi simples e para eles, bastante prática. O epoché é a suspensão do juízo sendo que a partir do momento em que trazemos este termo para o nosso espaço de acontecimentos, deixamos de fora tudo aquilo que conhecemos como críticas apreciativas.

Assim, criámos uma nuvem imaginária onde tudo aquilo que achamos prejudicial à prestação de cada um, se mantém por ali, acima das nossas cabeças abstraindo-os desses entraves e melhorando o seu desempenho. Ali, deixamos os comentários menos simpáticos, a timidez, o medo, a insegurança e tudo aquilo que cada um sente que naquele momento não o vai ajudar, a si nem aos outros. E de repente o epoché ganha forma e a observação do que está a acontecer cresce, porque aquilo que procuram ver já não são os pontos fracos da prestação de cada um, mas sim as conquistas e vivências individuais e de grupo e os impulsos que os fazem querer ser o próximo a evidenciar-se.  

E aqui entendemos a diferença entre teatro e jogo. O teatro tem uma intenção de representação e partilha para com um público e os jogos são brincadeiras que promovem o prazer e a satisfação de cada um. Num fingimos emoções de forma intencional, noutro criamos vivências e experienciamos emoções de forma plena.

Mas o nosso objetivo não é utilizar estes métodos enquanto estratégias educativas ou de apoio a outras áreas, porque assim estaríamos a forçar a aprendizagem e perdia a sua espontaneidade. Claro que ser idealizado pelo adulto não é completamente errado, simplesmente ganharia outro objetivo que não aquele que pretendemos trabalhar nesta atividade.

Aquilo que queremos conseguir é que cada um deles revele o que está guardado no seu interior e o exteriorize sem que para isso tenhamos que passar por uma apresentação pública ou tratamento de texto. Até poderíamos escolher uma peça e trabalhá-la de acordo com as suas emoções, mas fazer por fazer não os leva à sua evolução. Este tempo que é só deles, serve para pôr em funcionamento a sua ação e imaginação, fazendo com que se conheçam e se revelem a si próprios e aos outros. Não é nossa intenção praticar textos, intenções ou gestos, mas sim contribuir para a construção do seu próprio ser.

Tudo o que acontece em sala é inteiramente vivido e sentido por cada um deles, sem que tenhamos que interferir na sua prestação. E assim, trabalhamos a exteriorização do seu interior através do corpo, da voz e do movimento enquanto desenvolvemos aspetos cognitivos, sociais, motores e afetivos da personalidade de cada um.  Conquistamos conceitos como “corpo”, “espaço”, “atenção”, “disponibilidade”, “criatividade”, “imaginação”, “tranquilidade”, “cooperação”, e unimos as ações de todos para conseguir um fim comum.

Brincar é a atividade mais séria e mais importante da vida das crianças e a brincar temos aprendido tanta coisa!

Todos os dias são dias de experiências diferentes e todos os dias são dias ainda mais ricos.


Claro que haverá uma criação para vos mostrar, mas será um bocadinho de todos porque foi exatamente aquilo que cada um quis trazer para cena que explorámos e vivemos durante todas as nossas partilhas. 





terça-feira, 11 de abril de 2017

quinta-feira, 2 de março de 2017

Houve Carnaval na nossa escola!

Este ano a nossa equipa decidiu revelar a sua verdadeira identidade... aquela que escondemos durante todo o ano. Houve espaço para todo o tipo de heroínas. As corajosas, as rápidas, as fortes, as super inteligentes e as incógnitas, as valentes e as destemidas, as atléticas e as espertas. Não faltou nenhuma heroína a esta festa. 









Foi um dia de grande brincadeira e onde a Diese é sempre a Diese!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Socializar os saberes.

Este sábado que passou a "nossa" querida Mónica esteve no ISPA, no Sábado Pedagógico do Movimento da Escola Moderna a fazer uma comunicação sobre o seu trabalho em Creche. Estamos muito orgulhosos do percurso profissional da Mónica e por isso, só nos resta, parabenizá-la. 


No próximo sábado será a vez de Aveiro receber a Mónica para ouvirem esta brilhante comunicação. 


Estamos contigo Mónica! 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Um colégio solidário!

Fomos ao Hospital de Santa Maria entregar as muitas caixas de material didático e brinquedos que recolhemos com a ajuda de todas as famílias do nosso Colégio. Foi um dia de emoções e de agradecimento. Regressámos de coração cheio. 


Um muito obrigada a toda a comunidade do Colégio Piloto Diese que tornou este momento possível!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

A educação sexual nas escolas!

As Direções-Gerais da Educação e da Saúde, em colaboração com o Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) apresentaram recentemente o Referencial de Educação para a Saúde. Trata-se de um documento orientador destinado à educação pré-escolar e aos ensinos básico e secundário, visando a promoção da literacia em saúde, a adoção de estilos de vida saudáveis e o desenvolvimento de competências sociais e emocionais. O documento assume-se como um quadro orientador e de referência para a implementação da Educação para a Saúde em meio escolar, concorrendo para a dimensão transversal da Educação para a Cidadania em qualquer disciplina ou área disciplinar. 

No âmbito deste referencial, que podem consultar aqui, a Marta Botelho foi convidada a ir ao programa das manhãs da SIC falar sobre a educação sexual no pré-escolar. A questão que se colocava era se seria ou não possível abordar a temática dos afetos, da sexualidade, da identidade e género com crianças de 3,4 e 5 anos?