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quarta-feira, 11 de maio de 2016

A importância da sopa!




Até há alguns anos atrás, a sopa era obrigatória na mesa dos portugueses. De tal modo era importante que, quando alguém referia a ementa do almoço ou do jantar, quase sempre falava da sopa e do "resto", termo que conferia à sopa o papel principal. Para muitas famílias de baixos recursos económicos, este era, não raras vezes, o único prato da refeição. Este poderá ser um motivo que leva tanta gente a não a consumir nos dias de hoje... a sua conotação com a pobreza.

No entanto, pela sua riqueza nutricional e pelo seu baixo valor calórico, deveria ser obrigatória nas refeições de todos os que querem ser saudáveis.

Independentemente da região onde é consumida, tem sempre uma base constituída maioritariamente por água, "farináceos" que, dependendo da situação geográfica, podem ser batata, feijão ou outra leguminosa, ou mesmo pão, como na região alentejana. Invariavelmente, os produtos hortícolas como hortaliças de diversos géneros, cenouras, cebolas, abóbora, tomates, feijão-verde, entre muitos outros, entram também na sua constituição. Tudo temperado com um fio de azeite. Sim, um fio, não um rio! 

Rica em vitaminas, minerais e antioxidantes - tão procurados nas farmácias a preço bem mais elevado e, seguramente, sem a mesma biodisponibilidade -, tem também um apreciável teor de fibras, idealmente combinadas com água para uma maior saciedade e um melhor funcionamento intestinal. 

Boas razões para comer sopa
Além de ser indicada no tratamento da obesidade, é importante para a manutenção do peso ideal, para as pessoas que sofrem de falta de apetite ou têm dificuldade em digerir, para os idosos ou ainda para controlar a ingestão compulsiva de alimentos nas crianças, porque:

- é um alimento pouco calórico e com uma grande variedade de legumes, de sabor sempre diferente (nota: quando as pessoas usam cubos de caldos de carne, que, além de um desinteressante valor nutricional, têm sal em excesso, tornam as sopas muito idênticas); 

- a combinação de fibras alimentares com um elevado teor em água tornam-na num bom regulador intestinal;

- nas crianças, constitui muitas vezes a única forma de estas ingerirem vegetais;

- permite aproveitar vitaminas e minerais que se perdem quando se desperdiça a água de cozedura; 

- é pouco alergénica (fraca probabilidade de provocar alergias); 

- não contém as moléculas agressivas que se formam noutros processos de confeção (como nos fritos ou nos grelhados na brasa);

- proporciona ao organismo um bom aproveitamento dos seus nutrientes;

- é de fácil digestão;

- por ser um alimento com grande volume, sacia rapidamente, ao mesmo tempo que contém poucas calorias, sendo, por isso, um importante alimento na prevenção e combate à obesidade. 

Algumas sugestões de e para as sopas
Um dos truques para se gostar de sopa é variar os ingredientes que constituem a sua "base", bem como os vegetais que ficam a "nadar". Uma sopa não tem que conter, no mesmo dia, uma infinidade de legumes para aumentar o seu valor nutricional. Este é um erro comum que leva muita gente, crianças e adultos, a preteri-la. Dever ser saborosa e variada ao longo dos dias.

É importante que a base da sopa, constituída por farináceos, se assemelhe a um creme fino, e que não se deite mais massa ou arroz inteiros, a não ser no caso em que esta seja o único prato da refeição. O azeite adicionado não deverá exceder uma colher de café ou chá por cada prato. Tudo isto para que não contribua com demasiadas calorias para o valor calórico total da refeição.

Aqui fica uma pequeníssima amostra de sopas que poderá fazer. Mas o leque é infindável, basta imaginar ou procurar outras receitas. Bom apetite! 

Creme de cenoura
Base: batata, cenouras, cebola e nabo. Depois de bem cozidos, triture os legumes com a varinha mágica até obter uma sopa cremosa. Tempere com sal e um fio de azeite.

Sopa de agriões
Base: água, batata e (pouca) cenoura. Deixe cozer bem, tempere, triture e, no final, junte os agriões e um fio de azeite.

Caldo-verde
Base: batata e cebola. Deixar cozer, passar com a varinha, deite a couve cegada e deixe cozer pouco. No fim, adicione um pouco de azeite.

Sopa de feijão-verde
Base: batata, cebola, cenoura e um tomate. Deixar cozer bem, passar com a varinha mágica e, no final, adicionar e deixar cozer o feijão-verde cortado transversalmente em lâminas. Acrescentar também um fio de azeite.

Creme de ervilhas
Base: ervilhas congeladas, batata e cebola. Deixar cozer muito bem e triturar, de preferência no copo liquefator, até obter um creme. No fim, adicionar um pouco de azeite. Se for apenas para ser consumida por adultos, também poderá ser temperada com um pouco de pimenta ou tabasco.

Sopa de alface
Base: batatas, cebola e cenoura ou abóbora. Deixa-se cozer tudo muito bem e passa-se com a varinha. Junta-se então a alface ripada e um fio de azeite e deixa-se cozer pouco tempo.

de Paula Veloso in http://www.educare.pt/opiniao/artigo/ver/?id=11755&langid=1

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Campanha de solidariedade

Fomos ao Refúgio Animal Angels, no cartaxo, levar os mantimentos recolhidos por toda a escola na nossa campanha de solidarieade.  Conhecemos alguns dos animais que fizeram daquele espaço a sua casa e passamos a manhã no conforto dos seus abraços e beijinhos calorosos.


Quando lá voltarmos queremos que sejam menos e que as notícias sejam melhores. Cada um deles no quentinho de uma família de acolhimento! 
Até lá, que estas surpresas se repitam :)

 Eles adoram ter a despensa cheia! Obrigado pela vossa ajuda!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Dia Mundial da Alimentação

Hoje é o dia Mundial da Alimentação e nós tivemos acesso a este estudo:

"Primeiro estudo nacional mostra que a obesidade atinge já um terço dos meninos em idade pré-escolar. Uma maior prevalência que nos adolescentes.

Em Portugal, 29% das crianças entre os dois e os cinco anos têm excesso de peso. E 12,5% são obesas. É a conclusão do estudo da Plataforma Contra a Obesidade, que hoje será apresentado no âmbito do Dia Mundial da Alimentação, e que, compara este grupo etário ao dos adolescentes (11 a15 anos). Demonstra que os mais novos estão mais gordos e que a dieta tem de começar logo no berço.

O Estudo de Prevalência da Obesidade Infantil e dos Adolescentes em Portugal Continental é o primeiro a ser realizado a nível nacional para estimar a prevalência do excesso de peso (pré-obesidade) e da obesidade em crianças e adolescentes. E confirma uma tendência que os especialistas têm constatado na prática clínica: os problemas de obesidade começam com crianças cada vez mais novas. O que significa que, se não forem tomadas medidas, teremos, no futuro, jovens e adultos muito mais obesos, sublinha João Breda, coordenador da Plataforma Contra a Obesidade (PCO).

A prevalência de crianças obesas dos 2 aos 5 anos é de 12,5%, mais 1,2% que no grupo dos 11 aos 15 anos. E a pré-obesidade afecta 29% deste grupo, mais 0,8% do que entre os adolescentes. E, neste último segmento, as prevalências diminuem com a idade. Em ambos os grupos, as raparigas revelam maiores problemas de gordura que os rapazes.

Há praticamente uma criança com excesso de peso em cada três no nosso País, quando a média europeia é de uma em cinco.

Isabel do Carmo, presidente do conselho científico da PCO, refere que as prevalências de obesidade infantil em Portugal são semelhantes às verificadas em Itália, Grécia e Espanha. Precisamente, os países onde se elogia a chamada dieta mediterrânica.

"Pode parecer um paradoxo, mas uma coisa é o que as pessoas comem no prato e outra é o que comem fora do prato", sublinha Isabel do Carmo. O problema mais grave são os erros alimentares que se cometem entre as refeições.

O estudo foi realizado em Portugal Continental e encontram-se mais diferenças entre sexos do que entre as regiões. Há mais adolescentes obesas no Sul do país, enquanto que a prevalência é maior entre os rapazes que residem no Norte. Em relação aos mais novos, não é feita uma diferenciação de género, sendo que as maiores taxas registam-se no Norte e no Algarve.

Tal como nas crianças, referem os autores do estudo, coordenado por A. Galvão-Teles, a escolaridade dos pais parece "condicionar mais a prevalência de excesso de peso e de obesidade nas raparigas ". Além disso, os adolescentes cujos pais têm menos que nove anos de escolaridade tendem a apresentar as percentagens mais elevadas quer de excesso de peso, quer de obesidade.

No caso das crianças entre os 2 e os 5 anos, são sobretudo as que têm pais com menos de seis anos de ensino que apresentam maiores índices de obesidade.

"A educação alimentar deve começar desde cedo e a partir do momento em que a criança tem a sua diversidade alimentar completa", defende Rodrigues Abreu, um dos autores do "Grande Livro da Alimentação Infantil ". O principal obstáculo que encontra é "a vida ocupada dos pais, tornando-se difícil pensar e antecipar as escolhas alimentares". Isto porque "a disponibilidade de alimentos é muito maior actualmente e torna-se imperativo saber escolher".

Os dados do estudo da PCO serão tratados no âmbito da tese de doutoramento de Ana Miranda e de mestrado de Inês Santos. Incide sobre uma amostra de 2560 adolescentes e 2243 crianças entre os dois e os cinco anos. Os critérios para medir a obesidade são os norte-americanos, do Center for Disease Control and Prevention, e que definem os níveis de crescimento médio das crianças."

in Diário de Notícias

Quanto a nós só nos resta acrescentar: uma alimentação saudável faz uma criança saudável! Vamos todos ter atenção e mais cuidado em relação à alimentação e seus excessos.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Pequeno-almoço: uma refeição importante


São sobejamente conhecidos os benefícios de tomar um bom pequeno-almoço. Sobretudo as crianças não devem nunca saltar esta refeição. Mas para isso é fundamental que os pais também se sentem à mesa.

Não é preciso muito tempo. Basta deixar algumas coisas preparadas de véspera e que todos se deitem a horas. Esolher bem os alimentos também é essencial. Lembre-se que ainda recentemente a DECO voltou a alertar para o excesso de açúcar que contêm os cereais especialmente criados para as crianças.

Na edição de Outubro da Proteste, pode ler-se que foi identificado demasiado açúcar nos 171 cereais de pequeno-almoço analisados, à venda em 31 países, incluindo Portugal. Por isso, a DECO recomenda que os pais estejam mais atentos à quantidade de açúcar que oferecem aos filhos logo pela manhã: «Os cereais açucaradoos não devem ser a regra ao pequeno-almoço, mas a excepção. O pão, em especial o integral, é uma fonte mais saudável de cereais». A nutricionista Paula Veloso aconselha os pais a escolherem cereais e bolachas com pouco açúcar e pouca gordura e ricos em fibras.

Compor um pequeno-almoço saudável e torná-lo uma rotina

Um pequeno-almoço completo deve ter alimentos dos seguintes grupos:

  • Cereais e derivados - pão, cereais, tostas ou bolachas

  • Fruta e Legumes - fruta, sumo de fruta natural com polpa, compota

  • Leite e derivados - leite, iogurte (líquido, sólido ou de soja), queijo flamengo, queijo fresco, requeijão

  • Carne - azeite, manteiga, manteiga de amendoim
  • A ementa deve ir variando. Por isso, peça ao seu filho que crie menus, escolhendo um alimento de cada grupo ou, pelo menos, de três dos grupos apresentados. Registe os menus e fixe esse registo no início da semana no frigorífico.

    Assim, o seu filho sentirá que o pequeno-almoço foi uma escolha dele. Será mais difícil que diga que não lhe apetece ou que não tem fome. Se ele tem dificuldade em comer de manhã, reduza um pouco as quantidades, mas faça do pequeno-almoço em família, à mesa, uma rotina.

    Não se esqueça de ter na despensa e no frigorífico todos os ingredientes necessários a um pequeno-almoço completo. Caso contrário, o registo de menus perde eficácia.

    Exemplos:

  • pão com queijo e um sumo de fruta natural

  • taça de iogurte com cereais e fruta

  • leite e pão com manteiga de amendoim

  • Por que é que o seu filho não pode sair de casa sem pequeno-almoço? Damos-lhe seis razões:

  • Não tomar pequeno-almoço pode implicar alterações metabólicas no cérebro resultantes de um longo período de jejum que se prolonga para além da noite.

  • As crianças que «saltam» esta refeição têm menor capacidade de atenção e concentração e, muitas vezes, mau humor e irritabilidade

  • Podem também apresentar défices nutricionais, porque dificilmente conseguirão ingerir no resto do dia todos os nutrientes necessários.

  • Crianças que tomam pequeno-almoço podem ter melhores resultados nos testes.

  • Quando se salta esta refeição parece haver mais tendência para petiscar alimentos muito calóricos durante a manhã.

  • O pequeno-almoço deve contribuir com 25 por cento das calorias totais do dia. Ou seja, é tão importante como o almoço e o jantar. Sem pequeno-almoço, o metabolismo permanecerá lento, após oito ou mais horas de jejum nocturno. O organismo, com um baixo nível de glicose sanguínea e não sabendo quando vai comer outra vez, entra em poupança energética. Por isso, omitir esta refeição também não é aconselhável a quem deseja perder peso.

  • Fonte: «Dieta sem castigo», de Paula Veloso, Porto Editora.

    sexta-feira, 17 de outubro de 2008

    10 Passos para tentar dar comida


    Algumas atitudes que a podem ajudar a si e ao seu filho na hora da refeição:

    1. O lugar das refeições é na cozinha ou na sala de jantar;

    2. Rigidez também com o horário. Não comeu à hora certa, terá que esperar pela próxima refeição. Uma sugestão é servir às 7 horas o pequeno-almoço, às 10 o lanche matinal, às 12h30 o almoço, às 16 horas o lanche e às 19 o jantar. Não deixe intervalos longos entre as refeições para que ele não ataque nos doces;

    3. Organize um cardápio variado, as crianças detestam a monotonia do arroz, feijão, bife e batatas todos os dias;

    4. Siga a quantidade certa para a idade do seu filho. Não adianta fazer um prato enorme quando ele só consegue comer metade;

    5. Jamais insista para que ele coma só mais uma colherada. É bom que ele aprenda a parar quando estiver saciado. Quem ingere mais do que necessita desenvolve tendência à obesidade;

    6. Sem aviãozinho, livrinhos, TV ou brincadeiras na hora da refeição. O seu filho precisa prestar atenção ao que está a ingerir para que o acto não se torne mecânico;

    7. Em hipótese alguma substitua parte da refeição ou toda ela simplesmente porque o seu filho não quer um determinado alimento. Assim como os adultos, os pequenos também têm preferências. O mais importante é manter uma dieta equilibrada na média;

    8. Chantagem não vale. Nunca diga: "Se comeres brócolos, a mãe dá sobremesa". Além de oferecer munição para ser manipulada, está a reforçar a ideia de que brócolos é horrível e só vale a pena comer se houver uma boa recompensa;

    9. Não esconda a verdura debaixo do arroz com feijão. Uma relação verdadeira constrói-se também na hora da refeição;Se o seu pequeno se magoou, não lhe dê comida como forma de compensação. É meio caminho andado para gerar adultos com problemas com a balança, porque aprenderam a afogar as mágoas no alimento;

    10. Se o seu pequeno se magoou, não lhe dê comida como forma de compensação. É meio caminho andado para gerar adultos com problemas com a balança, porque aprenderam a afogar as mágoas no alimento.

    Educadora Xana